Resenha: Cidade dos Ossos (Cassandra Clare)

Título Original: City Of Bones (The Mortal Instruments #1)
Autores: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 459
Gênero: YA; Fantasia
Classificação: 5/5

Sinopse: Um mundo oculto está prestes a ser revelado... Quando a jovem Clary decide ir para Nova York se divertir numa discoteca, ela nuca poderia imaginar que testemunharia um assassinato - muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece no ar e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer... Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria.

Instrumentos Mortais virou uma daquelas séries que você tem que ler, pois todo mundo fica falando sobre as personagens, os livros, e você fica se sentindo um estranho porque você ainda não leu. Eu era uma pessoa assim, até que aproveitei uma promoção do Submarino e comprei o Box com os quatro primeiros livros.

Cidade dos Ossos tem um enredo mais complexo do que eu pensava. Imagine o mundo em que vivemos, mas nele existem todas as criaturas: demônios, vampiros, lobisomens, fadas, entre outros, menos zumbis, eles no mundo da Cassandra realmente não existem. E nesse mundo também existem os Caçadores de Sombras, são aqueles que botam ordem na casa, eles são justiceiros que matam demônios e todas as criaturas que não se comportarem segundo as regras.

Claro que nós, humanos (prefiro como eles chamam: mundanos), não vemos nada disso, pois existe uma névoa – como no Percy Jackson – impedindo que todos vejam o que realmente existe ao nosso redor. Porém, uma mundana chamada Clary acaba vendo alguns Caçadores de Sombras matarem uma “pessoa”. O que a deixa mais perturbada é que apenas ela consegue ver isso.

O livro superou todas as minhas expectativas, o que é sempre ótimo! Eu esperava algo bom, mas não um livro de quase 500 páginas sendo terminado em dois dias. Simplesmente não conseguia fazer outra coisa que não fosse ler e tentar descobrir, junto com a Clary, quem são os Caçadores de Sombras, quem são essas criaturas que eles matam e porque apenas ela conseguia ver aquelas coisas.

O começo do livro é mais uma introdução a esse novo mundo, mas com o decorrer das páginas o clima de ação chega e fica até o final do livro. O universo que a Cassandra criou foi muito bem planejado, sem contar que esse primeiro livro tem um pouco de tudo: humor, suspense, romance.

Existem aqueles livros que sempre tem uma parte meio que chata e você se enrola, mas em Cidade dos Ossos isso não aconteceu comigo, tirando a parte do Simon virando rato, aquilo foi muito sem nexo e estranho, de resto foi maravilhoso.

Falando nas personagens, eu não consegui odiar ninguém, mesmo a Clary a protagonista do livro; deve existir algum acordo de algumas escritoras, onde elas resolveram que suas garotas têm que ser chatinhas em algum momento. Ela não é uma Luce (Fallen) toda submissa, mas também não é uma Trice (Divergente), cheia de atitude, na verdade a Clary é o mais perto que já vi de uma protagonista normal. Eu gostei do Jace, achei um personagem interessante, mas admito que o Alec me conquistou mais, quero que ele ganhe mais espaço nos outros livros.

Se você quer se divertir, a Cidade dos Ossos é uma boa pedida. O livro inteiro tem uma narrativa fácil e ágil, dando você perceber já leu metade do livro. A Cassandra mostrou que consegue muito bem trabalhar com todas essas criaturas sem mudar em suas características tradicionais, mas fazendo algo novo e bom. Não sei ao certo como descrever a qualidade desse livro, ele é ótimo e ponto.

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Relendo a resenha eu percebi que ela não está no nível do livro, mas é muito difícil resenhar um livro que você se apaixonou, enfim. Ainda essa semana eu pretendo postar a resenha do filme que eu assisti ontem (24/08).


Até. 

Resenha: Will & Will (John Green e David Levithan)

Título Original: Will Grayson, Will Grayson
Autores: John Green e David Levithan
Editora: Galera Record
Páginas: 352
Gênero: YA
Classificação: 4/5

Sinopse: Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.

Se você tem mais de um livro do John Green na sua estante, você sabe que após ler um livro desse cara, você sente uma vontade de ler tudo o que ele escreveu. Existe algo na escrita do João Verde que chega a ser mágico, não existe outra palavra para descrever o quando esse cara consegue lhe conquistar com uma estória bem estruturada, frases que se tornam suas favoritas e vão parar em suas redes sociais, pitadas nerds e personagens que te conquistam.

E quando surgiu a notícia de que mais um livro do John Green seria lançado aqui no Brasil, já fiquei juntando umas moedinhas para garantir o meu. Porém, esse era um livro um pouco diferente, ele não ia ser lançado pela Intrínseca, mas pela Galera Record e esse livro era uma parceria com um autor que eu não conhecia, David Levithan. Mas o melhor ainda estava pela frente: esse livro ia falar sobre garotos que gostam de garotos.

A proposta do livro era que cada autor escrevesse sobre um Will Grayson: John ficou com o Will melhor amigo de um gay totalmente extravagante e o David ficou com o Will gay e depressivo. Vemos no decorrer dos capítulos (cada Will tem um capítulo alternado) de como suas vidas são diferentes, enquanto o Will Green é mais irônico e seus problemas são mais “normais”, o Will Levithan tem uma vida mais densa, onde tudo se resume a conversar com um estranho na internet e desejar que todos, inclusive ele, morra.

Depois de conhecer nossos protagonistas e suas vidas, uma situação nada normal envolvendo um Sex Shop faz os Grayson se encontrarem e seus caminhos se cruzam por causa de uma pessoa.

Esse é um livro leve, engraçado, com uma linguagem leve, com seus momentos irônicos, despojados, mas também aborda um tema que ainda é tratado com ignorância por muitas pessoas: a homossexualidade.

Will & Will é um livro que fala sobre o amor: entre amigos, familiares, entre pessoas do sexo aposto e também por pessoas do mesmo sexo. Esse livro me surpreendeu, pois não passou pela minha cabeça que John e David poderiam escrever um livro tão bom.

Acabei gostando mais do Will do David, pois ele tinha mais “estória” do que o do John Green. O final do livro pode ser considerado surpreendente e te faz pensar “como assim já acabou?” Você vai querer mais, pois esse livro te emociona e te faz rir. É a vida real dentro de um livro de ficção.

O trabalho da editora Galera Record foi ótima, uma revisão maravilhosa, fonte e espaçamentos ideias e o melhor: eles não tiveram medo de lançar um livro com um tema “polêmico”.


Obrigada John Green, David Levithan e Galera Record por me proporcionarem essa estória maravilhosa!

Resenha: Ele simplesmente não está afim de você (Greg Behrendt e Liz Tuccillo)

Título Original: He’s Just Not That Into You
Autores: Greg Behrendt e Liz Tuccillo
Editora: Rocco
Páginas: 174
Gênero: Auto-Ajuda
Classificação: 2/5

Sinopse: Sabe por que ele não apareceu naquela noite tão especial? Por que disse que não teve tempo de comprar seu presente de aniversário? Por que não conseguiu um momento vago na agenda para telefonar? Por que inventou aquela desculpa tenebrosa? Por que repetiu tantas vezes que não quer manter um relacionamento sério? Ou que não consegue ser monógamo e por este motivo traiu você? E você, bem, você tem sempre uma desculpa, a pior de todas, na maioria das vezes, para justificar as atitudes dele e o que é mais grave, perdoá-lo. Mesmo contra a sua vontade (no fundo sempre adiamos esse momento) chegou a hora de conhecer toda a verdade. E ela é curta e grossa. Ele simplesmente não está a fim de você. Doeu? É para doer mesmo. Foi forte demais? A intenção era essa. O próximo passo é jogar fora todas as desculpas. Todas, bem entendido? Nada de frases melodramáticas, daquela tsunami de lágrimas, de possíveis encontros para (argh!!!) discutir a relação. Este livro é uma experiência que mudará sua vida. Fica então decretado que para ter um exemplar na bolsa, outro na gaveta do escritório, e ainda mais um na mesinha-de-cabeceira, todos os sacrifícios são válidos. Ah, sem esquecer daqueles exemplares extras, que você distribuirá entre as amigas como doses extras de prozac. Espertas, bonitas, bem resolvidas e sem tempo para perder com homens que não valem a pena, as mulheres agora têm um aliado importante. Os roteiristas de Sex And The City, Greg Behrendt & Liz Tuccillo escreveram Ele Simplesmente Não Está a Fim de Você, com todos os toques necessários para descolar alguém que saiba reconhecer o quanto você é incrível. 

Esse foi mais um dos livros que li por causa de sua adaptação cinematográfica. Lembro que passei quase um mês sem internet e quase todo dia passava na HBO “Ele não está tão afim de você”. Achei o filme divertido e o fato de termos vários casais e situações, que no final existe uma ligação entre as personagens, sem contar que se tratava do temido assunto “quando eu sei que um cara quer algo comigo e que eu não estou entendendo os sinais errados”.

Foi com essa visão que eu acabei baixando o pdf do livro e fui ler. O livro não tem nada de parecido com o filme. Na verdade “Ele não está tão afim de você” é bem melhor do que “Ele simplesmente não está afim de você”.

Esse livro de auto-ajuda (MEU DEUS) e de um lado mostra como as mulheres se comportam sobre determinada ocasião amorosa e do outro lado temos a visão de um homem. Como no filme existe a parte das entrevistas das pessoas falando sobre suas antigas relações.

O livro não me agradou também porque existia uma parte onde os autores pediam que você classificasse seus melhores encontros, namorados e coisas assim. Na época que li esse livro eu tinha ficado só com dois caras na minha vida e minha vida amorosa se resumia há quase nada.

Outra coisa é que o livro é muito estadunidense, com aquela cultura de encontros a cegas, sair com amigos de amigos e aquelas coisas que vimos em séries e filmes.

O livro é curtinho e você consegue ler, no máximo, em dois dias. Eu não sei para quem posso recomendar esse livro, talvez pra você amiga que está desesperada querendo saber se ele vai te ligar ou não... Mas nesse caso eu indico o filme, bem melhor!

Ele simplesmente não está afim de você é um livro rápido, fácil e que te faz dar umas risadas ao ler relatos de pessoas que exageram nessa batalha que se chama conquista.


Enfim, espero que esse tenha sido meu primeiro e último livro de auto-ajuda. Todos dizem amém!