Resenha: Extraordinário (R. J. Palacio)

Título Original: Wonder
Autores: R. J. Palacio
Editora: I
ntrínseca 
Páginas: 320
Gênero: Romance
Classificação: 4/5

Sinopse: August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros. Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor.

Extraordinário é um daqueles livros que tem um forte apelo emocional, vendo a capa e o título dessa obra já se podia perceber que dentro daquele livro existia uma estória de alguém maravilhoso, mas por algum motivo sofria.

August Pullman, ou Auggie, é o protagonista desse livro. Ele nasceu com uma síndrome genética que, mesmo com várias cirurgias, o deixou com uma deformidade facial.

"(...) Não vou descrever minha aparência. Não importa o que você esteja pensando, porque provavelmente é pior".

Devidos a todas suas cirurgias e aos cuidados especiais, August nunca foi para a escola, quem o ensina era sua mãe (uma ilustradora de livros infantis que veio de uma família de brasileiros).

O livro conta como esse garotinho vai conviver com outras crianças, sendo essas capazes de serem bem cruéis, principalmente com alguém como o Auggie. Mas com a ajuda dos familiares, amigos e com um diretor muito bacana, nosso protagonista vai passar por descobertas, momentos complicados, felizes e tristes.

Esse livro tem capítulos bem curtinhos, o que deixa a leitura mais rápida e fácil, a escrita da R. J. também ajuda muito. Existe também a divisão do livro, algo que é bem interessante, pois vemos a estória de August por sua visão e também por amigos e familiares. Nesse ponto vemos que não é só difícil e doloroso para August, as pessoas que estão ao seu redor também sofrem.

Olivia, ou Via, é a irmã mais velha do Auggie e ela descreve no livro o quanto ela deixou de contar coisas para seus pais, porque ela tinha a noção de que o irmão mais novo precisava de mais atenção dos pais.

Ouvi muitas pessoas dizendo que esse livro era maravilhoso, “extraordinário”, mas acabei não achando tudo isso. Claro que a vida de Auggie é uma lição para todos nós de superação, amor e tudo mais, porém se não fosse o fato do August ser um garoto tão especial, talvez, ele livro seria muito do mesmo.

Achei a ideia do livro legal, mas teve um desenrolar muito feliz e perfeito, algo que sabemos que só acontecem em filmes da Disney. Acabei nem chorando tanto, algo que foi legal, pois eu choro demais, chega a ser vergonhoso.

O trabalho da editora Intrínseca é muito bom, deixando o livro bem bonito esteticamente. Porém, acho que eles deveriam ter lançado com a capa americana que é muito linda.


Resenha: O Teorema Katherine (John Green)

Título Original: An Abundance of Katherines
Autores: John Green
Editora: I
ntrínseca 
Páginas: 304
Gênero: Romance; YA
Classificação: 3/5

Sinopse: Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam. Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem.

Esse é o segundo livro do autor que leio e admito que minhas expectativas eram bem altas, pois estamos falando do senhor Green. E confesso que o livro foi divertido, uma leitura gostosa e uma estória que chegou a me intrigar, mas não houve um impacto, aquela conexão que me fizesse entrar no livro e quando terminei a leitura fiquei um pouco chateada, pois esse não tinha se tornando um dos meus livros favoritos.

Mas quem escreveu esse livro foi o John Green, então se pode esperar uma escrita maravilhosa, nerdisses e uma criatividade maravilhosa.

A estória é quase bizarra, fala sobre Colin Singleton, além de ser um garoto prodígio viciado em anagramas, ele sofre por ser apenas uma “promessa”, que ele nunca chegue a ser um gênio, que não descubra nada de importante e novo para a sociedade. Além disso, Colin ainda quer entender o fato de todas as suas 19 namoradas terem terminado com ele... Comentei que todas suas namoradas se chamam Katherine? É todas tem essas nove letras.

Após seu último pé na bunda, causado pela Katherine 19, Colin da uma surtada e entre em uma completa fossa, mas é nesse momento meio boring do livro que se é apresentado uma das personagens mais legais criadas pelo John: Hassan, o seu fiel e fugging amigo árabe, gordinho e engraçadíssimo.

Os dois têm a ideia de pegar um carro e viajar pela estrada sem destino algum. É com essa ideia clichê que a estória do livro realmente acontece.

O livro é narrado em terceira pessoa, algo que é muito bom, pois as lamentações do Colin apenas sendo contadas já são chatas, imagina se fossem ditas por ele? Badalhoca! Enfim, esse livro é repleto de acontecimentos aleatórios, mas o plano de fundo é o Colin tentar entender o porquê dele se apaixonar só por garotas chamadas Katherines e o motivo delas terminarem com ele. Sendo o nerd que é, Colin resolve criar um teorema matemático que consegue descobrir quem vai terminar o namoro e quanto tempo esse relacionamento vai durar.

Ao contrário de ACEDE, esse livro é mais despretensioso, leve e bem aleatório. Uma coisa bem legal nesse livro são os momentos totalmente nerds do Colin, ele sabe de coisas que pouquíssimas pessoas pesquisariam e ele sempre solta essas informações nos momentos mais aleatórios possíveis. Outro destaque são as notas de rodapé. Foram mais oitenta. Confesso que isso me incomodou um pouco, pois algumas observações eram tão banais.

Não farei muitas comparações, pois seria injusto com O Teorema Katherine, sem contar que este foi o segundo livro que o John escreveu, mas esse é um livro que não é profunda, ele é divertido, para quem quer ler algo que o faça dar risada, algo para passar o tempo.

Esse livro conta uma simples história de amor e como, às vezes, gostamos de complicar o que pode ser simples. 

Resenha: O Arcano Nove (Meg Cabot)

Título Original: Ninth Key (The Mediator #02)
Autores: Meg Cabot
Editora: 
BestBolso
Páginas: 196
Gênero: Romance; Ficção
Classificação: 2/5

Sinopse: Para uma adolescente, trocar de cidade pode ser um trauma. Para Suzannah, a mudança de Nova York para Califórnia está sendo ótima: novos amigos, muitas festas e dois caras bonitões e muito interessantes. Só que um deles é um fantasma. E o outro pode matá-la. Suzannah é uma mediadora, uma pessoa capaz de se comunicar com os mortos e resolver as pendências deles na Terra. A velha casa para onde se mudou com a mãe e o padrasto é assombrada por Jesse, um fantasma jovem e gentil. Como Jesse não liga muito para ela (e, além do mais, está morto), Suzannah se entusiasma com o interesse de Tad Beaumont, o garoto mais cobiçado da cidade. Mas o fantasma de uma mulher, cujo assassinato pode ter relação com um mistério no passado de Tad, a atormenta. E a vida de Suzannah pode estar ameaçada. Ser adolescente é complicado. O que dizer de uma garota que precisa dividir sua atenção entre a própria vida e a morte dos outros? 

Seguindo com o meu desafio pessoal de ler alguma série da Meg Cabot, estou aqui para contar para vocês o que eu achei de O Arcano Nove, o segundo livro da série A Mediadora.

O livro começo sua narrativa a partir do ponto final de Terra das Sombras, onde a Suze pensa que vai ter um tempo para se recuperar. Estava achando tudo muito normal, gostando desse clima “vamos conhecer mais essa nova família da protagonista”, até o momento em que o plot principal do livro foi revelado, onde o Padre Dominique acha que dessa vez Suze vai ter que enfrentar vampiros.

Sim, vampiros. Admito que ri quando li aquilo e minha vontade de continuar a ler caiu bastante, quer dizer, despencou. Odeio vampiros. Mas o bom desse segundo livro é que a escrita da Meg evoluiu, nem tudo parece o que é e as soluções não são entregadas de bandeja.

Outro plot que me chamou muito a atenção foi a vinda de uma fantasma que queria muito que a nossa Mediadora dissesse a um tal de “Red” que ele não era culpado por sua morte. Com certeza um momento bem legal da série.

Mesmo achando esse livro mais dinâmico que o anterior, o Arcano Nove não me agradou muito. Nesse segundo livro a mesma fórmula é usada: Um garoto lindo e popular quem sair com a Suze, existe um fantasma, ela tem que mandar ele de volta, quem é o Jesse, e blá blá blá.

A Suze estava mais inconsequente nesse livro, ela não estava preocupada com ninguém e nada, sem contar que achava que poderia fazer tudo muito bem. Prepotência sambou nesse livro.

Outra coisa que me incomodou muito foi o uso excessivo da palavra “irmãos adotivos” que a Meg usou para se referir ao Jake, Brad e David. Insuportável!

Vou continuar lendo a série Mediadora, pois comprei até o livro quatro e a minha curiosidade é maior e quero muito saber como isso vai acabar. Como disse anteriormente, talvez eu esteja muito velha para esse tipo de leitura ou é um tipo de livro que eu realmente não goste.