Resenha: O Arcano Nove (Meg Cabot)

Título Original: Ninth Key (The Mediator #02)
Autores: Meg Cabot
Editora: 
BestBolso
Páginas: 196
Gênero: Romance; Ficção
Classificação: 2/5

Sinopse: Para uma adolescente, trocar de cidade pode ser um trauma. Para Suzannah, a mudança de Nova York para Califórnia está sendo ótima: novos amigos, muitas festas e dois caras bonitões e muito interessantes. Só que um deles é um fantasma. E o outro pode matá-la. Suzannah é uma mediadora, uma pessoa capaz de se comunicar com os mortos e resolver as pendências deles na Terra. A velha casa para onde se mudou com a mãe e o padrasto é assombrada por Jesse, um fantasma jovem e gentil. Como Jesse não liga muito para ela (e, além do mais, está morto), Suzannah se entusiasma com o interesse de Tad Beaumont, o garoto mais cobiçado da cidade. Mas o fantasma de uma mulher, cujo assassinato pode ter relação com um mistério no passado de Tad, a atormenta. E a vida de Suzannah pode estar ameaçada. Ser adolescente é complicado. O que dizer de uma garota que precisa dividir sua atenção entre a própria vida e a morte dos outros? 

Seguindo com o meu desafio pessoal de ler alguma série da Meg Cabot, estou aqui para contar para vocês o que eu achei de O Arcano Nove, o segundo livro da série A Mediadora.

O livro começo sua narrativa a partir do ponto final de Terra das Sombras, onde a Suze pensa que vai ter um tempo para se recuperar. Estava achando tudo muito normal, gostando desse clima “vamos conhecer mais essa nova família da protagonista”, até o momento em que o plot principal do livro foi revelado, onde o Padre Dominique acha que dessa vez Suze vai ter que enfrentar vampiros.

Sim, vampiros. Admito que ri quando li aquilo e minha vontade de continuar a ler caiu bastante, quer dizer, despencou. Odeio vampiros. Mas o bom desse segundo livro é que a escrita da Meg evoluiu, nem tudo parece o que é e as soluções não são entregadas de bandeja.

Outro plot que me chamou muito a atenção foi a vinda de uma fantasma que queria muito que a nossa Mediadora dissesse a um tal de “Red” que ele não era culpado por sua morte. Com certeza um momento bem legal da série.

Mesmo achando esse livro mais dinâmico que o anterior, o Arcano Nove não me agradou muito. Nesse segundo livro a mesma fórmula é usada: Um garoto lindo e popular quem sair com a Suze, existe um fantasma, ela tem que mandar ele de volta, quem é o Jesse, e blá blá blá.

A Suze estava mais inconsequente nesse livro, ela não estava preocupada com ninguém e nada, sem contar que achava que poderia fazer tudo muito bem. Prepotência sambou nesse livro.

Outra coisa que me incomodou muito foi o uso excessivo da palavra “irmãos adotivos” que a Meg usou para se referir ao Jake, Brad e David. Insuportável!

Vou continuar lendo a série Mediadora, pois comprei até o livro quatro e a minha curiosidade é maior e quero muito saber como isso vai acabar. Como disse anteriormente, talvez eu esteja muito velha para esse tipo de leitura ou é um tipo de livro que eu realmente não goste. 

Resenha: À Espera de um Milagre (Stephen King)

Título Original: The Green Mile
Autor: Stephen King
Editora: Ponto de Leitura
Páginas: 500
Gênero: Ficção
Classificação: 3/5

Sinopse: Uma trama de mistério e terror, ambientada nos anos 30, em plena Depressão americana, num cenário de desespero e sufoco: a Penitenciária de Cold Mountain. Stephen King foi buscar no lado mais sombrio de sua imaginação a história assombrosa de John Coffey, condenado à morte, e seu encontro fatal com o carcereiro Paul Edgecombe. Originalmente publicado em seis partes, com o título de "O Corredor da Morte", o romance é agora lançado em volume único: "À ESPERA DE UM MILAGRE". Nas telas, o diretor Frank Darabont recria a história magistral de King, com Tom Hanks interpretando o guarda Edgecombe. Inspirado em Dickens e na emoção que sentia quando, menino, com o irmão David e a mãe, liam em voz alta histórias em episódios, Stephen King escreveu seu romance seriado. À medida que cada parte ia sendo lançada, deixando o público em crescente expectativa, o escritor recolhia impressões de seus "fiéis leitores", modificando o rumo da história.

À Espera de um Milagre é um daqueles filmes que todo mundo já viu, menos eu. Sendo assim, achei interessante ler primeiro a obra escrita pelo King para depois ver o filme.

Esse livro é narrado por um senhor chamado Paul Edgecombe, um antigo policial que cuidava do conhecido e temido O Corredor da Morte (sendo este a primeira tradução que esse livro ganhou aqui no Brasil), que agora vive em um asilo.

Paul decide escrever suas lembranças, principalmente na época em que trabalhava como chefe de guarda e de como era o seu trabalho, como de algum modo eles acabavam criando certa “amizade” com aqueles homens que foram condenados a morte por cometerem terríveis crimes, mas como tudo mudou quando John Coffey surge.

Coffey é um homem negro (que naquela época era visto como um crime) de proporções físicas fora do normal, ele era simplesmente gigante, que foi condenado a pena de morte por estuprar e assassinar de forma brutal duas garotinhas gêmeas brancas.  

É um pouco difícil para falar desse livro sem soltar algum spoiler, sem contar que a estória é bem conhecida e uma boa parte das pessoas já viu o filme, mas quero ressaltar aqui a escrita do King, sempre tão bem detalhada, retratando as situações tão bem que em diversas vezes me senti dentro do livro, sentindo as mesmas dores do Paul sempre que ele ia urinar, ou da sensação estranha de sentir pena e chorar por um criminoso ou mesmo de se espantar com a inteligência de um pequeno ratinho.

O livro também conta com personagens totalmente marcantes, mas John Coffey é o mais especial de todos. Ao chegar ao corredor, Paul sabe que ele não é só mais um assassino que morrera na cadeira elétrica, existe algo em John que desperta curiosidade e o seu jeito tímido, chegando até ser inocente.

Foram 500 páginas que me fizeram chorar, rir, sentir muita raiva, acreditar naquilo que é improvável e, principalmente, mostrar como Stephen consegue muito bem escrever de um modo que te mexe completamente ao ponto de você ficar incomodado em certas situações. Esse é um livro tocante e surpreendente, uma obra que mostra que é importante ter fé, independente no que você acredite. 

Resenha: A Bolsa Amarela (Lygia Bojunga)

Título Original: A Bolsa Amarela
Autores: Lygia Bojunga
Editora: Casa Lygia Bojunga
Páginas: 140
Gênero: infanto-Juvenil
Classificação: 3/5

Sinopse: A Bolsa é a história de uma menina que entra em conflito consigo mesma e com a família ao reprimir três grandes vontades (que ela esconde numa bolsa amarela ) - a vontade de crescer, a de ser garoto e a de se tornar escritora. A partir dessa revelação - por si mesma uma contestação à estrutura familiar tradicional em cujo meio "criança não tem vontade" - essa menina sensível e imaginativa nos conta o seu dia-a-dia, juntando o mundo real da família ao mundo criado por sua imaginação fértil e povoado de amigos secretos e fantasias. Ao mesmo tempo que se sucedem episódios reais e fantásticos, uma aventura espiritual se processa, e a menina segue rumo à sua afirmação como pessoa. 

Esse livro me conquistou pela aparência: pequeno, amarelo e com um ar de antigo, lembrando-me da minha infância repentinamente. Senti uma forte ligação ao colocar minhas mãos nessa obra infanto-juvenil, que só mais tarde fui descobrir que era de uma das mais renomadas autoras nacionais de livros infanto-juvenis.

A protagonista desse romance é Raquel, uma garota de 10 anos de idade que deixa muita protagonista de livro internacional e renomado no chinelo. Além de enfrentar os problemas típicos dessa faixa etário (como crianças podem ser o capeta quando cherem!), a garotinha se sente extremamente só, pois seus irmãos, no mínimo, são dez anos mais velhos. Ela entra em conflito com sua família, pois eles não entendem e reprimem o maior desejo da Rachel: seguir carreira literária. Desse grande anseio de desencadeia mais dois: o desejo de ter nascido menino e de crescer rapidamente e virar adulto logo.

Ao ganhar uma grande bolsa amarela, que foi rejeitada por sua irmã, Rachel passa a guardar no seu interior tudo que se passa na sua fértil imaginação, mesclando momentos reais com sua família e de fantasia com os seus mais diversos amigos, como um guarda-chuva e um galo que não gosta de comandar.

A autora consegue muito captar o universo das crianças e mesmo esse livro tendo sido escrito em 1976 me identifiquei em várias partes com a protagonista, principalmente na parte onde a Raquel queria ser menino e virar adulto, pois muitos pais acham que “criança não tem voz”. O livro me conquistou de uma forma nostálgica e deliciosa, quando percebi tinha devorado essa obra em apenas um dia.

Além de nos levar para um mundo repleto de imaginação que só uma criança de 10 anos pode nos proporcionar, A Bolsa Amarela nos faz refletir que devemos nos aceitar, mesmo que no momento pareça impossível.