Resenha: O Azarão (Markus Suzak)

Título Original: The Underdog
Autores: Markus Suzak
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 176
Gênero: Romance
Classificação: 2/5


Sinopse: Antes de tornar-se mundialmente conhecido, Markus Zusak escreveu uma trilogia de sucesso que somente agora está sendo publicada no Brasil. O primeiro título chama-se O Azarão. Fãs de A menina que roubava livros não podem deixar de ler os romances que inciaram a carreira estelar desse autor. Narrado em primeira pessoa, o livro apresenta a história de Cameron Wolfe, um garoto de 15 anos, perdido na vida e que vive às turras com a família. Trabalha com o pai encanador e sua mãe está sempre brigando com os filhos, na pequena casa onde todos moram juntos. Steve é o mais velho e mais bem-sucedido. Sarah é a segunda, e está sempre dando uns amassos com o namorado. Rube é o terceiro e o mais próximo de Cameron. Os dois, além de boxeadores amadores, vivem armando esquemas para roubar lojas e outros locais do tipo. Contudo, os planos nunca saem do papel. Uma história sobre a vida e sobre as lições que dela podem ser tiradas. Um romance de formação que exibe um jovem incorrigível, infeliz consigo mesmo e com sua vida. - "Tento ser humano em minha escrita. Comecei a escrever porque era o caminho natural. Durante o ensino médio eu era muito introvertido. Sempre tinha histórias na cabeça. Então comecei a escrevê-las." - Markus Zusak


Não diferente de outras pessoas, conheci a escrita de Markus Zusak por causa do livro A Menina que Roubava Livros, obra que admito que não é fácil, mas é recheada de emoções e mensagens que levarei para sempre. Depois de um romance tão carregado e triste, quis ler outros livros do autor e foi ai que escolhi O Azarão.

Esse foi o primeiro romance de Suzak, sendo também o primeiro livro da trilogia Irmãos Wolfe. Esse primeiro livro traz uma escrita leve e básica, sem nenhuma firula e palavras complicadas, dando a entender que o autor é muito intelectual, Markus com a simplicidade quer passar o cotidiano e os sentimentos de Cameron, um menino de 15 anos que convive com os temidos problemas da adolescência: primeiro amor, família, amigos que se afastam e outras coisas.

Não criei muitas expectativas com esse livro, na verdade não sabia muito que poderia vir pela frente, mas admito que passei boa parte do livro o achando “chato”. A estória de Cameron era interessante, mas eu simplesmente não conseguia me empolgar com a leitura. Houve uma conexão, pois como Cam eu achava minha vida um saco aos 15 anos, mas simplesmente algo não funcionou entre o livro e eu.

Quando comecei a me empolgar, o livro já estava em seu último capítulo. Não vejo pontos negativos nesse romance de estreia de Markus, mas ele simplesmente não me conquistou tanto assim.

Pretendo ler os outros dois livros quando eles forem lançados aqui no Brasil e mesmo tendo dado duas estrelas ao livro, o recomendo para todos, pois a escrita e a forma que Markus Zusak conta e conduz uma estória é incrível.

Resenha: Formaturas Infernais (Meg Cabot, Lauren Myracle, Kim Harrison, Michele Jaffe e Stephenie Meyer)

Título Original: Prom Nights From Hell
Autores: Vários
Editora: Galera Record
Páginas: 318
Gênero: Suspense
Classificação: 1/5

Sinopse: Nessa emocionante coleção de contos de terror, as autoras bestseller Meg Cabot (O Diário da Princesa), Stephenie Meyer (Twilight), Kim Harrison, Michele Faffe e Lauren Myracle se reuniram para mostrar que a formatura pode ser um evento muito mais aterrorizante do que se pensa. Problemas no guarda-roupa e um par que dança mal não são nada comparados a descobrir que vocês está dançando com a Morte – e que ela não está aqui para elogiar seu vestido. De problemas com vampiros até uma batalha entre anjos e demônios, estas cinco histórias vão divertir mais do que qualquer DJ em um terno brega. Nada de limusine ou vestido de gala: só uma grande dose de assustadora diversão.

Lembro que li esse livro por dois motivos: muitas amigas minhas estavam indicando e porque acabei achando a capa muito sombria, já achei que ia encontrar estórias horripilantes ou pelo menos me dariam um pouco de medo. 

O livro acabou mostrando que seu verdadeiro motivo era mostrar cinco contos com uma temática “assustador, mas divertido”, algo que eu acabei não sentindo.

Demorei seis dias para ler um livro com mais de 300 páginas. Talvez tenha lido esses contos na hora errado, pois sinto que esse livro é mais voltado para as meninas entre 12 e 16 anos, em minha opinião. Eu esperava mais do que estórias de meninas matando supostos vampiros no meio de uma pista de dança, ou uma paixão meio forçada de um humano adolescente com um demônio.

O primeiro conto é A Filha da Exterminadora, da Meg Cabot. O conto fala de uma garota que quer continuar o legado de sua mãe e que pretende matar um vampiro no dia da festa de formatura. Esse conto é bem rápido e repleto de clichês, acabando de uma forma muito estranha. O conto simplesmente não fluiu.

O Buquê, escrito por Lauren Myracle, foi o conto mais curto do livro. Inspirado no conto A Pata do Macaco do W.W. Jacobs. Foi o único conto que gostei, pois além de ter começo, meio e fim, teve um aspecto de fabulo, chegando o mais perto de “assustar”, sem contar que passa uma valiosa lição no final.

O terceiro conto, Madison Avery e a Morte, da Kim Harrison é o que eu menos lembro, mas me recordo que envolve a passagem da garota para o mundo dos mortos.

Salada Mista, da Michele Jaffe é de longe o conto mais fraco de todos. Além de ser muito sem pé nem cabeça, as meninas tem super-poderes, algo que não é sobrenatural. Uma menina só pensa em beijar garotos, enquanto a outra só quer levar a beijoqueira para casa em segurança. A escrita foi fraca, cansativa e chata.

Para fechar o livro temos o conto Inferno na Terra, da Stephenie Meyer, que fala sobre anjos e demônios. No começo eu achei bem confuso, mas no decorrer o conto ganha um ritmo melhor e o desenrolar não é grande coisa, mas pelo menos você entende o que a autora quis passar com aquela estória.

De cinco contos acabei gostando apenas de um, algo chato, pois esperava bem mais de livros, já que temos como autoras Meg Cabot e Stephenie Meyer. Foi com Formaturas Infernais que percebi que não curto muito esse tipo de literatura que secretamente chamo de “livros de menininha”.

Foi um dos piores livros que li, achei bem maçante e cheio de furos e plots totalmente ruins. 

Resenha: O Ladrão de Olhos (Jonathan Auxier)


Título Original: Peter Nimble and His Fantastic Eyes: A Story
Autor: Jonathan Auxier
Editora: Leya
Páginas: 424
Gênero: Infanto-juvenil
Classificação: 3/5

Sinopse: Peter Nimble é um jovem órfão e cego que aprendeu a sobreviver no mundo do crime. Tratado como um escravo pelo cruel sr. Seamus, todas as noites Peter é obrigado a roubar dos bons cidadãos da cidade e, durante o dia, permanece trancado em um porão, onde sonha com um futuro melhor. Até o dia em que ele rouba um objeto de um misterioso viajante - uma caixa que contém três pares de olhos mágicos. Ao experimentar o primeiro par, Peter é instantaneamente transportado para uma ilha secreta, onde ele terá uma missão especial: resgatar um povo em apuros no perigoso Reino Desaparecido! Peter Nimble, juntamente com seu fiel companheiro - um cavaleiro que foi transformado em uma estranha combinação de cavalo e gato - e com a ajuda dos olhos mágicos, embarcará em uma inesquecível aventura de capa e espada para descobrir seu verdadeiro destino. Para vocês que não conhecem nada sobre crianças cegas, saibam que dão os melhores ladrões. O que o destino reserva a uma criança cega e órfã, que usa seus dotes para roubar todo tipo de objeto de qualquer tipo de pessoa? Uma criança que dorme em um porão escuro e frio durante o dia e é obrigada a sair furtivamente à noite para cometer seus delitos e, assim, sobreviver? O que o destino reserva a um garoto de dez anos que já é considerado o maior ladrão que já nasceu? O destino, caro leitor, reserva a essa pobre criatura três olhos mágicos, que irão levá-lo a uma viagem inesquecível, na qual inimigos e estranhas criaturas estarão à espreita em lugares completamente deslumbrantes e magníficos! O destino lhe reserva um amigo que estará por perto sempre que precisar e aventuras que farão de Peter Nimble, o órfão, o cego, o pobre coitado, um dos maiores heróis que já existiu! 


Desde que vi esse livro pela primeira vez acabei adquirindo quase que uma fixação por ele. A sua sinopse era muito boa e a aparência das páginas – folhas meio que cinzas - me conquistaram logo de cara e eu sabia que precisava daquele livro. Demorei um pouco para adquiri-lo e depois demorei quase um ano para lê-lo, mas em apenas três dias entrei em um universo no estilo conto de fadas moderno.

Certa vez marinheiros encontraram uma cesta com um bebê e um corvo boiando perto de uma embarcação, ao chegarem perto eles percebem que aquela ave estava bicando a criança, eles afastaram o corvo, mas já era tarde mais: o corvo já tinha perfurado os olhos do menino. Assim que começou a história de Peter Nimble.

Com os dedinhos ágeis Peter logo começou a roubar itens de profunda necessidade como roupa, comida e uma venda para cobrir os buracos dos olhos. Com três anos de idade Nimble já era uma ameaça conhecida para os vendedores, porém antes dos policiais chegarem, Peter já estava muito longe. Com essa fama, as chances de Peter ser adotado eram quase nulas, pois boas pessoas não querem adotar um ladrão. Foi assim que Peter acabou conhecendo Seamus, um homem mau que pretende explorar nosso pequeno ladrão ao máximo.

Essa obra é uma fantasia infanto-juvenil, o livro inteiro conta com o elemento surpresa e com muita criatividade do autor. Em alguns momentos a história acaba tomando um caminho óbvio, mas Auxier consegue criar situações que nós nunca imaginaríamos.

É muito fácil de identificar com as personagens, pois todos são únicos e bem diferentes, mas quem mais se destaca mesmo é nosso protagonista. Um menino ladrão e cego de dez anos de idade que precisa partir para uma aventura e ajudar pessoas em uma terra desaparecida. É claro que esse menino vai sentir medo, angústia, raiva, animação e por muitas vezes Peter será um pouco presunçoso, pois além de ser menino, ele é o maior ladrão de todos os tempos.

O livro é divido em três partes, cada um referente a um par de olhos mágicos, estes que foram encontrados em uma caixa que, lógico, Peter roubou. Achei que o livro pegou um ritmo muito bom a partir da segunda parte, logo no primeiro capítulo a história começa a ficar eletrizante e simplesmente não conseguia parar de ler.

A edição da Leya é maravilhosa! O livro começa com ilustrações no início de cada capítulo, todas referentes à estória. Esse livro é para todos, mas principalmente para quem consegue ver a beleza em pequenas coisas. Essa é a história de um garoto que por necessidade teve que se tornar em um ladrão, o maior de todo os tempos, mas nem por isso ele não pode ser um herói, pois Peter sabe muito bem o que é lealdade e como usar a inteligência.

Espero que você se encante com Peter, como eu me encantei, e por alguns momentos lembre como é bom ser criança.