Resenha: Formaturas Infernais (Meg Cabot, Lauren Myracle, Kim Harrison, Michele Jaffe e Stephenie Meyer)

Título Original: Prom Nights From Hell
Autores: Vários
Editora: Galera Record
Páginas: 318
Gênero: Suspense
Classificação: 1/5

Sinopse: Nessa emocionante coleção de contos de terror, as autoras bestseller Meg Cabot (O Diário da Princesa), Stephenie Meyer (Twilight), Kim Harrison, Michele Faffe e Lauren Myracle se reuniram para mostrar que a formatura pode ser um evento muito mais aterrorizante do que se pensa. Problemas no guarda-roupa e um par que dança mal não são nada comparados a descobrir que vocês está dançando com a Morte – e que ela não está aqui para elogiar seu vestido. De problemas com vampiros até uma batalha entre anjos e demônios, estas cinco histórias vão divertir mais do que qualquer DJ em um terno brega. Nada de limusine ou vestido de gala: só uma grande dose de assustadora diversão.

Lembro que li esse livro por dois motivos: muitas amigas minhas estavam indicando e porque acabei achando a capa muito sombria, já achei que ia encontrar estórias horripilantes ou pelo menos me dariam um pouco de medo. 

O livro acabou mostrando que seu verdadeiro motivo era mostrar cinco contos com uma temática “assustador, mas divertido”, algo que eu acabei não sentindo.

Demorei seis dias para ler um livro com mais de 300 páginas. Talvez tenha lido esses contos na hora errado, pois sinto que esse livro é mais voltado para as meninas entre 12 e 16 anos, em minha opinião. Eu esperava mais do que estórias de meninas matando supostos vampiros no meio de uma pista de dança, ou uma paixão meio forçada de um humano adolescente com um demônio.

O primeiro conto é A Filha da Exterminadora, da Meg Cabot. O conto fala de uma garota que quer continuar o legado de sua mãe e que pretende matar um vampiro no dia da festa de formatura. Esse conto é bem rápido e repleto de clichês, acabando de uma forma muito estranha. O conto simplesmente não fluiu.

O Buquê, escrito por Lauren Myracle, foi o conto mais curto do livro. Inspirado no conto A Pata do Macaco do W.W. Jacobs. Foi o único conto que gostei, pois além de ter começo, meio e fim, teve um aspecto de fabulo, chegando o mais perto de “assustar”, sem contar que passa uma valiosa lição no final.

O terceiro conto, Madison Avery e a Morte, da Kim Harrison é o que eu menos lembro, mas me recordo que envolve a passagem da garota para o mundo dos mortos.

Salada Mista, da Michele Jaffe é de longe o conto mais fraco de todos. Além de ser muito sem pé nem cabeça, as meninas tem super-poderes, algo que não é sobrenatural. Uma menina só pensa em beijar garotos, enquanto a outra só quer levar a beijoqueira para casa em segurança. A escrita foi fraca, cansativa e chata.

Para fechar o livro temos o conto Inferno na Terra, da Stephenie Meyer, que fala sobre anjos e demônios. No começo eu achei bem confuso, mas no decorrer o conto ganha um ritmo melhor e o desenrolar não é grande coisa, mas pelo menos você entende o que a autora quis passar com aquela estória.

De cinco contos acabei gostando apenas de um, algo chato, pois esperava bem mais de livros, já que temos como autoras Meg Cabot e Stephenie Meyer. Foi com Formaturas Infernais que percebi que não curto muito esse tipo de literatura que secretamente chamo de “livros de menininha”.

Foi um dos piores livros que li, achei bem maçante e cheio de furos e plots totalmente ruins. 

Resenha: O Ladrão de Olhos (Jonathan Auxier)


Título Original: Peter Nimble and His Fantastic Eyes: A Story
Autor: Jonathan Auxier
Editora: Leya
Páginas: 424
Gênero: Infanto-juvenil
Classificação: 3/5

Sinopse: Peter Nimble é um jovem órfão e cego que aprendeu a sobreviver no mundo do crime. Tratado como um escravo pelo cruel sr. Seamus, todas as noites Peter é obrigado a roubar dos bons cidadãos da cidade e, durante o dia, permanece trancado em um porão, onde sonha com um futuro melhor. Até o dia em que ele rouba um objeto de um misterioso viajante - uma caixa que contém três pares de olhos mágicos. Ao experimentar o primeiro par, Peter é instantaneamente transportado para uma ilha secreta, onde ele terá uma missão especial: resgatar um povo em apuros no perigoso Reino Desaparecido! Peter Nimble, juntamente com seu fiel companheiro - um cavaleiro que foi transformado em uma estranha combinação de cavalo e gato - e com a ajuda dos olhos mágicos, embarcará em uma inesquecível aventura de capa e espada para descobrir seu verdadeiro destino. Para vocês que não conhecem nada sobre crianças cegas, saibam que dão os melhores ladrões. O que o destino reserva a uma criança cega e órfã, que usa seus dotes para roubar todo tipo de objeto de qualquer tipo de pessoa? Uma criança que dorme em um porão escuro e frio durante o dia e é obrigada a sair furtivamente à noite para cometer seus delitos e, assim, sobreviver? O que o destino reserva a um garoto de dez anos que já é considerado o maior ladrão que já nasceu? O destino, caro leitor, reserva a essa pobre criatura três olhos mágicos, que irão levá-lo a uma viagem inesquecível, na qual inimigos e estranhas criaturas estarão à espreita em lugares completamente deslumbrantes e magníficos! O destino lhe reserva um amigo que estará por perto sempre que precisar e aventuras que farão de Peter Nimble, o órfão, o cego, o pobre coitado, um dos maiores heróis que já existiu! 


Desde que vi esse livro pela primeira vez acabei adquirindo quase que uma fixação por ele. A sua sinopse era muito boa e a aparência das páginas – folhas meio que cinzas - me conquistaram logo de cara e eu sabia que precisava daquele livro. Demorei um pouco para adquiri-lo e depois demorei quase um ano para lê-lo, mas em apenas três dias entrei em um universo no estilo conto de fadas moderno.

Certa vez marinheiros encontraram uma cesta com um bebê e um corvo boiando perto de uma embarcação, ao chegarem perto eles percebem que aquela ave estava bicando a criança, eles afastaram o corvo, mas já era tarde mais: o corvo já tinha perfurado os olhos do menino. Assim que começou a história de Peter Nimble.

Com os dedinhos ágeis Peter logo começou a roubar itens de profunda necessidade como roupa, comida e uma venda para cobrir os buracos dos olhos. Com três anos de idade Nimble já era uma ameaça conhecida para os vendedores, porém antes dos policiais chegarem, Peter já estava muito longe. Com essa fama, as chances de Peter ser adotado eram quase nulas, pois boas pessoas não querem adotar um ladrão. Foi assim que Peter acabou conhecendo Seamus, um homem mau que pretende explorar nosso pequeno ladrão ao máximo.

Essa obra é uma fantasia infanto-juvenil, o livro inteiro conta com o elemento surpresa e com muita criatividade do autor. Em alguns momentos a história acaba tomando um caminho óbvio, mas Auxier consegue criar situações que nós nunca imaginaríamos.

É muito fácil de identificar com as personagens, pois todos são únicos e bem diferentes, mas quem mais se destaca mesmo é nosso protagonista. Um menino ladrão e cego de dez anos de idade que precisa partir para uma aventura e ajudar pessoas em uma terra desaparecida. É claro que esse menino vai sentir medo, angústia, raiva, animação e por muitas vezes Peter será um pouco presunçoso, pois além de ser menino, ele é o maior ladrão de todos os tempos.

O livro é divido em três partes, cada um referente a um par de olhos mágicos, estes que foram encontrados em uma caixa que, lógico, Peter roubou. Achei que o livro pegou um ritmo muito bom a partir da segunda parte, logo no primeiro capítulo a história começa a ficar eletrizante e simplesmente não conseguia parar de ler.

A edição da Leya é maravilhosa! O livro começa com ilustrações no início de cada capítulo, todas referentes à estória. Esse livro é para todos, mas principalmente para quem consegue ver a beleza em pequenas coisas. Essa é a história de um garoto que por necessidade teve que se tornar em um ladrão, o maior de todo os tempos, mas nem por isso ele não pode ser um herói, pois Peter sabe muito bem o que é lealdade e como usar a inteligência.

Espero que você se encante com Peter, como eu me encantei, e por alguns momentos lembre como é bom ser criança.


Resenha: A Iniciação (L. J. Smith)

Título Original: The Initiation (The Secret Circle #01)
Autor: L. J. Smith
Editora: Galera Record
Páginas: 255
Gênero: Ficção
Classificação: 2/5



Sinopse: A história começa quando Cassie se muda da Califórnia para New Salem, depois de passar as férias em Cape Cod, e começa a se sentir estranhamente atraída pelo grupo de jovens que domina sua nova escola. Cassie logo é iniciada no Círculo Secreto, uma irmandade de bruxas que controla a cidade há séculos, numa aventura ao mesmo tempo fascinante e mortal. Ao se apaixonar pelo sombrio Adam, será preciso escolher entre resistir à tentação ou lutar contra forças obscuras para conseguir o que deseja - mesmo que um simples passo em falso possa significar a sua destruição. *Primeiro volume da trilogia Círculo Secreto, de L.J. Smith, a criadora do fenômeno mundial e best seller do New York Times, Diários do vampiro que deu origem à série de TV da Warner Vampire Diaries. Livro que deu origem à série de TV Secret Circle!



Lembro de que quando anunciaram que teria uma série de TV sobre jovens bruxos eu fiquei extremamente feliz. Ia ser lançado Relíquias da Morte – Parte II nos cinemas e aquele sentimento de saudades já estava tomando o meu coração e por um segundo eu pensei que ele poderia não ser preenchido, mas que outra estória sobre bruxos ia me encantar.

Ledo engano.

Claro que eu não tratei The Secret Circle como Harry Potter e nem poderia fazer aquilo, mas admito que criei muitas expectativas e acabei desistindo da série depois de três episódios. Mesmo com essa decepção resolvi dar mais uma chance para essa trama e resolvi comprar o primeiro livro, já que livros sempre são melhores.

Parece que existe alguma regra das escritoras estadunidenses onde quase toda protagonista de livro precisa se mudar para outra cidade – ou estado – de uma hora para a outra. E isso não é diferente com a nossa protagonista Cassie Blake. Ela e a mãe, que no livro está viva, porém muito doente, vão se mudar e morar com a avó, em uma ilha que nem no mapa está.

Diferente de outros livros (ponto para a L.J.) a casa da avó da Cassie é velha, cheira a mofo e parece mais uma daquelas residências horrendas de filmes de terror. A dona da casa também não é uma daquelas velhas que fazem bolinho de chuva para os netos e faz tricô, longe disso. A avó da nossa protagonista é bem estranha e a sua neta não da muito bem com ela logo de cara.

Mesmo sendo uma garota um pouco anti-social e tímida, Cassie decide que não será assim na sua nova escola e não vai ficar pelos corredores choramingando. Porém, a garota logo descobre que algumas meninas da escola não são nada acolhedoras, que na verdade existe um grupo de garotas que aterrorizam todos, até nos adultos e professores.

No livro o Circulo é composto por doze integrantes, algo que não foi uma boa escolha, já que o livro é curto e a autora acaba não conseguindo trabalhar todas as personagens, dando muito foco para alguns e dando apenas uma pequena atenção para os demais.

Enquanto na série Cassie se recusou a aceitar que era uma bruxa (algo que eu pularia de felicidade se descobrisse hihi), no livro ela aceita tudo muito rápido, sem nem ao menos se questionar.  Senti uma simpatia muito grande por ela no começo do livro, mas sua personagem não foi bem desenvolvida, algo que me deixou muito triste.

Acabei gostando mais da Diana no decorrer do livro. Ela parece ser tão perfeita, sempre sendo atenciosa, amiga, decidida, responsável, sem contar que a descrição da Diana é de uma menina com lindos cabelos, sua sorriso maravilhoso, seus olhos verdes... Diana é tão linda, que tinha momentos que eu achava que a Cassie queria dar uns pegas na amiga-quase-irmã.

O que me desapontou muito foi que não existe muito espaço para a magia, sendo quase como um plano de fundo para o triângulo amoroso Cassie/Adam/Diana, sendo esse o romance mais sonso de todos os tempos. A forma que a Cassie se apaixona rapidamente pelo o Adam e vice-versa é muito irreal, chegando a ser forçado. Sem contar que o livro terminou no meio de um diálogo, não tendo desfecho que nos faça querer loucamente a segunda parte. Tenho certeza que o livro poderia ter mais páginas e não precisaria ser uma trilogia, mas infelizmente parece que a L.J. adora escrever séries que nunca acabam. Acabo até me sentindo um pouco usada, pois parece que a autora quer mesmo é ganhar muito dinheiro em cima dos leitores.

A Iniciação acaba se tornando mais um livro sem nenhuma novidade. Um amor proibido, uma adolescente tentando se adaptar em uma nova cidade... Todo mundo já não viu isso?

Espero que nos outros livros Cassie pare de ser tão dependente da Diana, pois se isso não acontecer, acho que a autora errou ao escolher a protagonista.