Resenha: Tormenta (Lauren Kate)

Título Original: Torment (Fallen #2)
Autor: Lauren Kate
Editora: Galera Record
Páginas: 392
Gênero: Romance

Classificação: 2/5

Sinopse: Quantas vidas você precisa viver antes de encontrar alguém que valha a pena morrer? Como consequência do que aconteceu na Sword & Cross, Luce foi escondida por seu namorado que é um anjo amaldiçoado, Daniel, em uma nova escola repleta de Nephilim, descendentes de anjos caídos e seres humanos. Daniel prometeu que ela estará segura aqui, protegida daqueles que querem matá-la. Na escola a Luce descobre o que as Sombras que a seguiram durante toda a sua vida significam – e como manipulá-las para ver dentro de suas outras vidas. Ainda assim, quanto mais a Luce aprende sobre si mesma, mais ela percebe que o passado é sua única chave para desbloquear seu futuro… e que Daniel não lhe disse tudo. E se a versão dele do passado não é bem como as coisas realmente aconteceram… e se a Luce era para estar realmente com outra pessoa?


Esse é apenas o segundo livro da série, mas já me parece que a autora está com falta de ideias para criar novidades. Infelizmente, o livro mal tem história para se desenvolver.

Luce muda de escola (outra vez), pois Daniel acha que é mais seguro para ela, mas não explica nada para sua namorada, apenas diz “você vai mudar de colégio e fim de conversa” e sabe o que a Luce faz? Ela fica chateada, porque descobre que o namorado não vai estudar com ela.

A narrativa do segundo livro é diferente da de Fallen, em Tormenta o livro é como um diário, cada capítulo remetendo há um dia. Isso acontece porque Daniel e Cam concordaram em fazer uma trégua de dezoito dias, na intenção de juntar forças e aniquilar um perigo maior para ambos: os Párias.

Shoreline, a nova escola de Luce, é um lugar onde acolhe alunos humanos e Nephilins (pessoas que tem em seu DNA algum traço angelical). Lá ela conheceu Shelby, uma personagem que me deixou um pouco confusa, porém, seu sarcasmo me agradou, os professores Steven e Francesca, sendo ele um demônio e ela um anjo. E também tem o Miles, um garoto que é descrito como muito belo, só que para por ai mesmo.

SPOILER (passe o mouse para ver): Sério, ele só apareceu para fazer ciúmes no Daniel. Aquela cena dele beijando a Luce e o Daniel vendo de longe nem foi nada clichê. Ai, ai Lauren.

Uma das coisas que me irritou muito foi que Daniel continua escondendo coisas da Lucinda, dizendo que ela deve descobrir muitas coisas sozinhas (mesmo com a torcida inteira do Flamengo a ajudando).

E por causa da trégua, quase nada aconteceu no livro inteiro, apenas brigas idiotas entre o casal de protagonistas. Luce continua sendo uma pessoa chata e insossa, tendo momentos que eu queria entrar no livro e socar a cara dela.

Sabemos que Daniel nunca fala nada de importante pra a amada, mas se meu namorado falasse para eu ficar dentro do colégio, pois se eu saísse teria grandes chances de morrer, é claro que eu ficaria no colégio. Mas Lucinda não faz assim, ela é aquele tipo de pessoa teimosamente burra.

A única coisa interessante foi o questionamento de Luce sobre o seu relacionamento com Daniel (finalmente ela resolveu usar a cabeça), mas infelizmente esse questionamento logo se tornou algo chato. Luce descobre também, que as terríveis sombras que sempre a perseguiram na verdade não era algo tão ruim assim, na verdade significam algo muito mais complexo, se usadas corretamente e com sabedoria, podem revelar elementos do passado que podem ajudar o futuro da nossa protagonista.

Tormenta acabou se tornando uma leitura forçada e cansativa, mas eu ainda quero terminar essa série e descobrir porquê Diabos (sem trocadilhos) eles tem essa maldição e quero ver como a Lauren vai desenrolar essa trama.

Obs.:

- Triste como Cam apareceu pouco nesse livro. ):

- Quase parei de ler o livro na parte em que Luce saiu do colégio, indo para um lugar totalmente desconhecido e isolado, pois pensava que Daniel queria se encontrar com ela. BURRA!

Resenha: Divergente (Veronica Roth)

Título Original: Divergent (Divergent #01)
Autor: Veronica Roth
Editora: Rocco
Páginas: 504
Gênero: Distopia
Classificação: 4/5

Sinopse: Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.


Nesse mundo distópico, as pessoas são divididas por facções que procuram acabar com comportamentos dos quais cada um acredita ser responsável pela desordem, que acabou causando uma grande guerra. Na Erudição os membros culpam a ignorância, tanto que sempre buscam o conhecimento; a Franqueza acredita que a sinceridade é muito importante, seus membros culpam a falsidade, a mentira; na Abnegação culpa o egoísmo, sendo que seus membros ajudam os demais, nunca pensando em si mesmos; e por último a Audácia, onde a coragem é admirada e a covardia não é aceita.

De todas as facções, a que eu achei mais chata foi a Abnegação, seus membros são chatos, apagados, chegando a ser pessoas cinzas. E é nessa vida simplória onde todos são ensinados desde cedo a serem extremamente educados e altruístas, que nossa personagem principal, Beatrice, nasceu. Porém, ela não gosta desse modo de viver, ela não quer ter que oferecer sempre o seu acento no banco do ônibus para qualquer um que esteja ao seu lado ou se oferecer a ajudar um estranho na rua.

Todos os jovens ao completar 16 anos de idade devem fazer um teste de aptidão que mostra qual é a facção que esse jovem tende a pertencer, assim ajudando em sua escolha final. Entretanto, existe um fato nessa Chicago futurística que é muito importante: facção antes do sangue. Se um membro da Franqueza decide ir para a Erudição, esse nunca mais verá sua família, pois depois dessa escolha sua facção acaba virando sua nova família.

Sabendo disso Beatrice fica dividida e com medo, pois mesmo não gostando de viver na Abnegação onde os membros rejeitam uma vida de vaidade, protegendo-se da cobiça e da inveja, a garota não quer ficar longe de seus pais e do seu irmão, Caleb.

A escolha de Beatrice não é tão surpreendente assim para os leitores do livro, pois a autora já dava algumas dicas sobre qual seria o destino da garota. O que nossa protagonista não sabia que ela era uma Divergente – pessoa que poderia ser de mais de uma facção – algo que é extremamente perigoso.

Ouvi algumas resenhas dizendo que o livro torna-se um pouco cansativo na parte que mostra o treinamento duro e, muitas vezes, cruel de Trice. Eu já discordo. Foi importante ter um momento de pausa na estória, pois apenas ação não seria legal. A parte importante do cotidiano de Trice e dos demais foi conhecer a personalidade de cada um, se familiarizando com algumas personagens e odiando outras.

Ao que me agradou muito nesse primeiro livro foi descobrir a personalidade de Beatrice. Ela é uma protagonista ágil, esperta e está longe de ser aquelas meninas melosas e chatas que costumam ser protagonistas em livros. Ela não tem papas na língua e não se intimida, lutando por suas crenças e princípios e também pelos seus amigos. Outra personagem que me agradou muito foi o Quatro, um garoto misterioso que acabei criando uma relação de afeto muito fácil.

E sim, existe um casal nesse primeiro livro. E não, eles não são melosos. Eles sabem que estão em um mundo que pode novamente entrar em guerra e que não existe apenas o amor deles de importante, mas sim outras coisas como a família e a sobrevivência.

Esse livro se resume a uma palavra: questionamento. Além de Trice sempre questionar tudo e todos a sua volta, também nos faz pensar em muitas coisas. Eu, por exemplo, não gostaria de viver em um mundo onde pessoas são divididas por facções, independente de qual forma.

Com uma escrita leve e rápida, li o livro da Veronica em menos de dois dias e ao final da minha leitura fiquei um tempo refletindo sobre o que eu tinha acabado de ler. Ainda não comprei Insurgente, mas não vejo a hora de ter esse livro em mãos e devorá-lo.

Muitos dizem que esse é apenas só mais um livro que segue a onda de sucesso de Jogos Vorazes. Não posso fazer esse comparativo, já que Divergente é minha primeira distopia. Mas pra mim essa obra é incrível e não me canso de recomendar para todos.

Divergente fez tanto sucesso que vai ganhar uma adaptação cinematográfica, que vai estrear em Março de 2014. Alguns atores já foram confirmados para o filme e a atriz Shailene Woodley fará o papel da protagonista.

Espero muito que essa trilogia e o filme sejam simplesmente fantásticos!

Resenha: Um Amor para Recordar (Nicholas Sparks)

Título Original: A Walk to Remember
Autor: 
Nicholas Sparks
Editora: 
Novo Conceito
Páginas: 184
Gênero: Romance
Classificação: 3/5



Sinopse: “Cada mês de abril, quando o vento sopra do mar e se mistura com o perfume de violetas, Landon Carter recorda seu último ano na High Beaufort. Isso era 1958, e Landon já tinha namorado uma ou duas meninas. Ele sempre jurou que já tinha se apaixonado antes. Certamente a última pessoa na cidade que pensava em se apaixonar era Jamie Sullivan, a filha do pastor da Igreja Batista da cidade. A menina quieta que carregava sempre uma Bíblia com seus materiais escolares. Jamie parecia contente em viver num mundo diferente dos outros adolescentes. Ela cuidava de seu pai viúvo, salvava os animais machucados, e auxiliava o orfanato local. Nenhum menino havia a convidado para sair. Nem Landon havia sonhado com isso. Em seguida, uma reviravolta do destino fez de Jamie sua parceira para o baile, e a vida de Landon Carter nunca mais foi a mesma.”


Tudo nessa vida se tem uma primeira vez e nessa resenha vou tentar descrever o que senti ao ler meu primeiro livro do Nicholas Sparks.

Sempre que ouvia o nome Nicholas Sparks minha mente já me dizia que era aquele cara que sempre estava escrevendo um novo romance e que todo mês tinha um filme novo no cinema baseado em alguma obra dele.

Um Amor para Recordar foi parar na minha estante por causa da minha, sua e nossa querida promoção do Submarino de cinco livros por R$50,00. Além de querer ler algo de um escritor que eu ainda não tinha lido nada, queria ter mais livros de romance. Optei por um livro bem conhecido e também porque já tinha lido muitas críticas positivas sobre essa obra e pelo filme. Lembrando que vou, ao máximo, tentar não comparar o livro ao filme, algo que eu quero fazer mais pra frente.

Chega de enrolar e vamos de fato ao livro.

O livro é bem curtinho, então eu uma tarde inteira cinzenta de sábado eu sorri e derramei lágrimas com essa comovente história de amor entre Landon, o bad boy da cidade que comia amendoim em um cemitério (isso que é rebeldia, meu garoto!) e a religiosa e bondosa Jamie, a filha do pastor da cidade que vive pra cima e para baixo com uma bíblia debaixo do braço.

No começo o fato do livro ter apenas 184 páginas me incomodou um pouco, pois achei que a história ia ser muito corrida, mas, felizmente, isso não aconteceu. Mesmo tendo poucas páginas o livro teve um ritmo ótimo. Claro que eu queria que tivesse mais páginas, que eu pudesse ler mais sobre aquele casal pouco provável, mas talvez se Sparks tivesse optado por algo maior a magia da obra não seria a mesma.

Como essa é minha primeira leitura desse autor não posso fazer comparativos ou disser que esse foi seu melhor livro, mas tenho que ressaltar como Nicholas conseguiu fazer uma história tão singular e como duas pessoas são diferentes podem, juntas, descobrir a alegria e também a dor, e acima de tudo, a transformação do amor verdadeiro.

Claro que nem tudo foi perfeito, a personalidade da Jamie não me agradou muito, a achei muito passiva, educada até demais e costumo não gostar muito de personagens deveras religiosos.  

A fé nesse livro foi algo bem forte, deixando o romance, algumas vezes, como plano de fundo. Isso não me irritou, na verdade achei muito bonito como Sparks usou a fé, em nenhum momento achei que ele apelou para esse assunto.

Contraditório, não?!

A narrativa, em primeira pessoa feita pelo o Landon, foi bem agradável, principalmente por ele ter contado essa história aos 57 anos de idade, dando uma visão ampla do que se aconteceu 40 anos atrás.

O final não me fez chorar muito, pois já tinha feito muito disso no momento em que o segredo é revelado, mas me fez refletir muito sobre como devemos tratar os demais, que devemos tentar entender aqueles não compreendemos e como esse sentimento chamado amor pode nos trazer uma grande lição de vida.