Resenha: Um Amor para Recordar (Nicholas Sparks)

Título Original: A Walk to Remember
Autor: 
Nicholas Sparks
Editora: 
Novo Conceito
Páginas: 184
Gênero: Romance
Classificação: 3/5



Sinopse: “Cada mês de abril, quando o vento sopra do mar e se mistura com o perfume de violetas, Landon Carter recorda seu último ano na High Beaufort. Isso era 1958, e Landon já tinha namorado uma ou duas meninas. Ele sempre jurou que já tinha se apaixonado antes. Certamente a última pessoa na cidade que pensava em se apaixonar era Jamie Sullivan, a filha do pastor da Igreja Batista da cidade. A menina quieta que carregava sempre uma Bíblia com seus materiais escolares. Jamie parecia contente em viver num mundo diferente dos outros adolescentes. Ela cuidava de seu pai viúvo, salvava os animais machucados, e auxiliava o orfanato local. Nenhum menino havia a convidado para sair. Nem Landon havia sonhado com isso. Em seguida, uma reviravolta do destino fez de Jamie sua parceira para o baile, e a vida de Landon Carter nunca mais foi a mesma.”


Tudo nessa vida se tem uma primeira vez e nessa resenha vou tentar descrever o que senti ao ler meu primeiro livro do Nicholas Sparks.

Sempre que ouvia o nome Nicholas Sparks minha mente já me dizia que era aquele cara que sempre estava escrevendo um novo romance e que todo mês tinha um filme novo no cinema baseado em alguma obra dele.

Um Amor para Recordar foi parar na minha estante por causa da minha, sua e nossa querida promoção do Submarino de cinco livros por R$50,00. Além de querer ler algo de um escritor que eu ainda não tinha lido nada, queria ter mais livros de romance. Optei por um livro bem conhecido e também porque já tinha lido muitas críticas positivas sobre essa obra e pelo filme. Lembrando que vou, ao máximo, tentar não comparar o livro ao filme, algo que eu quero fazer mais pra frente.

Chega de enrolar e vamos de fato ao livro.

O livro é bem curtinho, então eu uma tarde inteira cinzenta de sábado eu sorri e derramei lágrimas com essa comovente história de amor entre Landon, o bad boy da cidade que comia amendoim em um cemitério (isso que é rebeldia, meu garoto!) e a religiosa e bondosa Jamie, a filha do pastor da cidade que vive pra cima e para baixo com uma bíblia debaixo do braço.

No começo o fato do livro ter apenas 184 páginas me incomodou um pouco, pois achei que a história ia ser muito corrida, mas, felizmente, isso não aconteceu. Mesmo tendo poucas páginas o livro teve um ritmo ótimo. Claro que eu queria que tivesse mais páginas, que eu pudesse ler mais sobre aquele casal pouco provável, mas talvez se Sparks tivesse optado por algo maior a magia da obra não seria a mesma.

Como essa é minha primeira leitura desse autor não posso fazer comparativos ou disser que esse foi seu melhor livro, mas tenho que ressaltar como Nicholas conseguiu fazer uma história tão singular e como duas pessoas são diferentes podem, juntas, descobrir a alegria e também a dor, e acima de tudo, a transformação do amor verdadeiro.

Claro que nem tudo foi perfeito, a personalidade da Jamie não me agradou muito, a achei muito passiva, educada até demais e costumo não gostar muito de personagens deveras religiosos.  

A fé nesse livro foi algo bem forte, deixando o romance, algumas vezes, como plano de fundo. Isso não me irritou, na verdade achei muito bonito como Sparks usou a fé, em nenhum momento achei que ele apelou para esse assunto.

Contraditório, não?!

A narrativa, em primeira pessoa feita pelo o Landon, foi bem agradável, principalmente por ele ter contado essa história aos 57 anos de idade, dando uma visão ampla do que se aconteceu 40 anos atrás.

O final não me fez chorar muito, pois já tinha feito muito disso no momento em que o segredo é revelado, mas me fez refletir muito sobre como devemos tratar os demais, que devemos tentar entender aqueles não compreendemos e como esse sentimento chamado amor pode nos trazer uma grande lição de vida. 


Resenha: O Livro Completo Sobre os Serial Killers (Tom Philbin e Michael Philbin)

Título Original: The Killer Book Of Serial Killers
Autores: Tom Philbin e Michael Philbin
Editora: Madras Editora
Páginas: 317
Gênero: Estudo de Casos
Classificação: 3/5


Sinopse: O Livro Completo sobre os Serial Killers é o mais elaborado material para qualquer fã de crimes ou estudante do mundo fascinante e chocante dos assassino em série. Nele você encontrará as histórias dos 35 assassinos mais famosos do mundo, incluindo uma abordagem profunda de seus crimes e das vidas que os transformaram em monstros. Por todo o livro estão espalhados testes, citações, fotos e fatos estranhos sobre os assassinos em série para examinar seu conhecimento e fazer você estremecer de prazer horripilante. Aprenda mais sobre estrelas sombrias como: Ted Bundy; Jeffrey Dahmer; Gary Ridgway - O Assassino de Green River; Dennis Rader; Jonh Wayne Gacy; Béla Kiss; Paul Bernardo e Karla Homolka; e David Berkowitz. Essas e muitas outras histórias chocantes e informações sobre serial kileers e seus atos depravados deixarão você acordado à noite!


Vivemos em uma fase em que todos devem ser os mais politicamente corretos possíveis, não por opção, mas por obrigação. Talvez seja visto de um modo bem estranho, mas tenho que admitir que sou uma pessoa fascinada por serial killers e ter publicações, web sites, séries, documentários e até livros sobre esse assunto é de se apreciar.

Não entrarei na questão que se apreciar algo tão brutal e cruel como assassinatos em série é estranho, mas tenho que deixar claro que algo nessas pessoas me fascina. Posso ser uma necrófaga ou simplesmente uma curiosa por psicologia.

 "Nós, serial killers, somos seus filhos, somos seus maridos, estamos em toda parte. E haverá mais de suas crianças mortas amanhã" Ted Bundy, pag. 09

O livro é divido em partes, sendo a segunda para os sociopatas norte-americanos. Cada capítulo é dedicado a um serial keller, começando com uma frase bem mórbida do assassino, deixando bem claro como será os textos nesse livro. É relatado um pouco sobre seus crimes mais macabros, seus métodos, seu julgamento e condenação, e também um pouco sobre suas infâncias, onde na maioria dos casos foi bem perturbadora.

Destaco nos serial killers estadunidenses Ted Bundy, que seguia uma padrão de vítimas: mulheres morenas com longos cabelos escuros. O que Bundy tinha de maligno ele tinha de bonito, algo que facilitava na hora de abordar suas vítimas. Ted confessou que se sentia como Deus quando via o último suspiro de vida das mulheres que ele matava. Outro assassino que me chamou a atenção foi Edmund Kemper que aos 15 anos de idade matou seus avôs só para saber qual era a sensação de tirar a vida de alguém.

A outra parte do livro destaca os sociopatas do mundo. O caso mais horrendo que me recordo é do casal canadense Karla Homolka e Paul Bernardo, este que teve a ideia de estuprar a irmã mais nova de sua namorada (Karla) e que ela a ajudasse. A garotinha acabou morrendo.

O Livro Completo Sobre os Serial Killers é bem resumido, dando apenas as informações que eles acharam necessárias. Por se tratar de um assunto tão terrível os autores os Philbin tomaram cuidado para essa obra não virar algo sensacionalista.

Mesmo com todo esse cuidado o livro tem um conteúdo bem pesado, aqui se encontra relatos de formas violentas de assassinatos, estupros, necrofilia, relações homossexuais, palavrões, canibalismo e sexo com partes de corpos.

Algumas coisas que não me agradaram nesse livro foram a revisão que em algumas partes deixou a desejar e a parte do “passatempo macabro” desnecessária. Mas em geral o livro fácil de ler, mesmo tendo um assunto tão obscuro e pesado como tema. Se tivesse umas 600 páginas sobre serial killers eu leria numa boa.

Recomendo esse livro para quem é fascinado por esse assunto, como eu, ou que queira descobrir o que pode se passar na cabeça dessas pessoas perversas. Mas digo que essa é uma obra para alguém com uma boa cabeça e que consiga absorver as informações que em muitas vezes são extremamente perturbadoras e revoltantes.



Resenha: Zumbis X Unicórnios (Organizado por Holly Black e Justine Larbalestier)


Título Original: Zombies VS. Unicorns
Autor: Vários - Organizado por Holly Black e Justine Larbalestier
Editora: Galera Record
Páginas: 382
Gênero: Ficção
Classificação: 3/5


Sinopse: Nesta antologia, editada por Holly Black e Justine Larbalestier, diversos contos apresentam fortes argumentos a favor de Zumbis de um lado e de Unicórnios de outro. Os argumentos, que incluem tanto pontos negativos e positivos de cada lado, são expostos por renomados autores, entre eles Cassandra Clare, Meg Cabot e Scott Westerfeld, que deixam clara a preferência por um time ou outro. 



Em tempos em que você precisa ser de determinado time (Jacob ou Edward, Jake ou Matty, Daniel ou Cam, Dormir ou Comer), uma questão de tremenda importância não poderia ficar de fora: Zumbis ou Unicórnios? Qual dessas criaturas é mais incrível de todos os tempos?

Para resolver essa discussão Holly Black (capitã do Time Unicórnio) e Justine Larbalestier (capitã do Time Zumbi) uniram-se para ajudar ao leitor a se decidir sobre essa questão de importância gigantesca.

Cada time conta com seis autores que vão tentar nos convencer de qual lado é o melhor. E antes de cada conto Black e Larbalestier tem um diálogo cheio de humor e sarcasmo, uma tentando provocar a outra ao máximo. Nesse quesito o time Zumbi já sai na frente.

O interessante que cada escritor representa a criatura do seu respectivo time de todas as formas que você possa imaginar. Unicórnios podem ser fofos e elegantes, mas também podem ser viciados e maus. Isso também vale para os Zumbis, eles nem sempre são tão lerdos e nojentos.

Do Time dos Unicórnios meu conto preferido foi Mil Fores (Margo Lanagan). O modo sombrio que o conto foi sendo levado, como o Unicórnio da estória parecia mau e no final ele não era tão ruim assim e a zoofilia que até que virou uma história de amor bem bonita e melancólica.

Também do Time dos Unicórnios um conto que me surpreendeu, na verdade foi o modo da escrita, foi o Princesa Bonitinha (Meg Cabot). A escrita em terceira pessoa da Meg me conquistou, algo que sua escrita em primeira pessoa não conseguiu. Se a Cabot tiver livros em 3ª pessoa eu irei ler com muita vontade e expectativa.

Já pelo Time dos Zumbis meus contos favoritos foram Love Will Tear Us Apart (Alaya Dawn Johnson), adorei descobrir que o zumbi era gay e o modo que a autora mesclou músicas com o conto foi sensacional!

As Crianças da Revolução (Maureen Johnson) também foi um conto ótimo, mas esse sendo mais para o lado cômico. Passei o conto inteiro imaginando a Angelina Jolie como a mãe dos Zumbis Kids.

Ambos os times tem os seus pontos negativos (alguns contos são muito fracos), mas em geral os autores conseguiram explorar muito bem essas duas criaturas, criando universos fantásticos e – algumas vezes – perturbador.

Admito que já era do Time dos Zumbis e depois desse livro... Nada mudou, ainda amo os zumbis, mas minha opinião sobre os nem sempre lindos e meigos Unicórnios mudou um pouco.

A capa desse livro é simplesmente linda, chamativa e tão colorida! Sem contar que retrata muito bem o tema da obra: uma batalha feroz de Zumbis X Unicórnios. O aspecto gráfico é impecável e a ideia de colocar uma silhueta de um unicórnio ou zumbi no inicio de cada conto, indicando a qual time pertence, é muito legal.

Demorei um pouco para ler o livro por motivos de preguiça (alguns unicórnios simplesmente me irritavam), mas é uma leitura bem envolvente e engraçada, que agrada qualquer tipo de pessoa. E o mais importante: te ajuda a escolher qual criatura é a mais legal!