Resenha: Branca de Neve e o Caçador (Lily Blake, Evan Daugherty, John Lee Hancock e Hossein Amiti)

Título Original: Snow White and the Huntsman
Autores: Lily Blake, Evan Daugherty, John Lee Hancock e Hossein Amiti
Editora: Novo Conceito
Páginas: 208
Gênero: Ficção
Classificação: 3/5



Sinopse: Há dez anos, a vingativa Rainha Ravenna assassinou o rei na mesma noite em que se casara com ele. No entanto, dominar o reino tornou-se um sofrimento para a Rainha. Para salvar seus poderes, ela deve devorar um coração puro, e Branca de Neve é a única pessoa com esse coração. A fim de capturá-la, Ravenna recorre ao Caçador, o único homem que já se aventurou pela Floresta Sombria e sobreviveu. Branca de Neve será morta pelo Caçador? Ou será treinada por ele e se tornará a melhor guerreira que o reino já conheceu?

O ano de 2012 foi o ano em que conhecemos um lado novo da princesa Snow White: seu lado guerreira.

Crescemos com a história de que a Branca de Neve era uma garota ingênua e que sei maior erro era ter nascido mais bela de todas, título que fez a rainha enlouquecer de ira. Também sabemos que por causa da sua bondade e inocência, Snow acabou comendo a maça envenenada, tendo como única escapatória um beijo verdadeiro do seu grande amor: o Príncipe Encantado.

Porém, com esse livro vemos que não foi bem assim que a estória aconteceu. Snow é uma garota esperta e que rapidamente descobre que para sobreviver e reconquistar o reino que um dia foi do seu pai, terá que aprender a lutar e usar espadas. 

Sua inimiga mortal é a Rainha Ravenna, que além de comer corações de passarinhos, tem um modo bem bizarro de conseguir a beleza eterna.

Ao contrário do conto de fadas, a figura masculina com mais importância é a do Caçador, Eric, um homem bêbado que não pensa em seu próprio futuro. 

A narrativa do livro foi bem interessante, porém, sinto que deveriam ter mais descrições em algumas situações. Algo que acabou me incomodando um pouco foi como o Caçador teve uma importância em uma parte decisiva da estória. Sei que Eric é uma personagem de peso, mas o modo em que uma determinada situação foi levada, me deixou desconfortável. 

Sou a favor de adaptações de contos antigos, mas algumas coisas não podem mudar, nunca!

A diagramação que a editora fez com esse livro é linda e encantadora, nos fazendo lembrar daqueles antigos livros de contos.

O livro me agradou, foi uma leitura fácil e gostosa, mas o final não me deixou tão satisfeita. Claro que não esperava um clichê, mas aquele último capítulo merecia um caminho um pouco diferente. 

A capa do livro remete ao filme, mas não consegui imaginar a Kristen como a Snow White e a Charlize Theron como a Rainha Má. Tirando o Caçador, todas as personagens eu imaginei as de Once Upon a Time, porque Mary Margareth e Regina são as Snow White e Rainha Má mais divas de todos os tempos!
   

Resenha: A Culpa é das Estrelas (John Green)

Título Original: The Fault In Our Stars
Autor: John Green
Editora: Intríseca
Páginas: 288
Gênero: Drama, YA
Classificação: 5/5



Sinopse: Em A Culpa é das Estrelas, Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

Talvez essa seja a minha resenha mais difícil até agora. Tenho certo receio de não conseguir descrever com palavras a emoção que senti ao ler esse livro.

Me apaixonei por esse livro antes mesmo de o ler. Vi muitas pessoas nas redes comentando o quanto esse livro era maravilhoso. O comprei sabendo pouquíssimas coisas sobre o livro: sabia que ambos tinham câncer (o da menina sendo terminal) e que eles tinham um amigo cego. Criei expectativas enormes com apenas essas informações e posso afirmar que A Culpa é das Estrelas a superou maravilhosamente.

Esse livro é um tapa na cara de muitas pessoas (inclua eu e você nessa lista), pois a Hazel é uma garota de 16 anos que convive com um câncer terminal desde os 13 anos de idade, mas diferente de muita protagonista de livro que sofre pelos cantos por causa de um rapaz qualquer, Hazel Grace esbanja bom humor e uma inteligência invejável. Óbvio que nem tudo são rosas, Hazel sabe que está viva ainda por um milagre e que a qualquer momento vai morrer, causando mais dor aqueles que estão ao seu redor: seu pai e sua mãe.

Do outro lado temos Augustus, um garoto de atlético e lindo de 17 anos que teve sua perna amputando por causa do osteossarcoma (um tipo de câncer). Sempre prefiro os garotos protagonistas dos livros e com Augustus não foi diferente. Ele é bem humorado, adora metáforas, é inteligente (não tão como a Hazel) e emotivo. O seu medo do esquecimento é outro assunto que me fez refletir, Augustus quer realizar algo grande antes de morrer, ele quer ser lembrado por algo importante. Isso me fez refletir se estou aqui para dar minha vida por algo grande, se farei parte da memória de alguém ou se estou aqui só de passagem: nasci, cresci e morri, e ninguém nunca vai se lembrar um dia quem fui eu.

O que me deixou mais encantada foi como os dois se apoiavam, com uma amizade e cumplicidade de pessoas que passaram toda uma vida juntos. A forma real e nada fantasiada em que se apaixonaram foi linda.

Poderia escrever uma, duas, cinco, doze páginas sobre o livro, mas nem mesmo assim eu conseguiria descrever um terço do que eu senti ao ler esse livro. Teve momentos em que fiquei incomodada? Sim. A estória do escritor bêbado não me agradou, mas isso era compensando com diálogos entre Augustus e Hazel.

Sorri, chorei, soltei gritinhos de animação, chorei, chorei mais um pouco e no final do livro olhei pro teto por 10 minutos me perguntando o que eu faria da vida depois desse livro.

Ilustração linda que achei no tumblr

E não posso terminar essa resenha sem a citação que eu mais amei nesse livro:

"I feel in love the way you fall asleep: slowly, and then all at once"

Resenha: A Terra das Sombras (Meg Cabot)


Título Original: Shadowland (The Mediator #01)
Autor: Meg Cabot
Editora: BestBolso
Páginas: 210
Gênero: Romance; Ficção
Classificação: 2/5


Sinopse: Suzannah é uma adolescente aparentemente comum que tem um problema com construções antigas. Não é para menos. Afinal, muitas dessas casas velhas são assombradas. E Suzannah é uma mediadora, uma pessoa capaz de ver e falar com fantasmas para ajudá-los a descansar em paz. É claro que esse dom lhe traz muitos problemas. Mas nem ela poderia saber a gravidade do que encontraria ao mudar-se para Califórnia. 


Tenho vinte e um anos de idade e nunca li um livro da Meg Cabot, tirando um conto dela no livro Formaturas Infernais, qual eu não gostei nem um ponto. Enfim, para uma garota que gosta de livros nunca ter lido algo da Meg é algo incomum, podemos dizer assim.

Comprei A Terra das Sombras em uma daquelas promoções incríveis de cinco por R$ 50,00 reais do Submarino e li essa obra em dois dias.

Como por ser o primeiro livro da série A Mediadora, a Terra das Sombras é introdutório, um texto com situações bem explicativas. Com uma narrativa em primeira pessoa feita pela a Suzannah, ela nos explica o que é ser uma Mediadora, uma pessoa que se comunica com fantasmas e os ajuda a fazerem a passagem.

A proposta do livro é bem interessante e como uma fã de sobrenatural eu crie algumas expectativa, mas na prática foi bem diferente. A protagonista Suze não é chatinha como algumas protagonistas femininas, mas também não é sensacional. Ela não é enganada facilmente, não é boba e muito menos inocente, mas tem algo nela que me irrita profundamente: meninas que pensam que o mundo gira em torno de meninos populares.

Outra coisa que me deixou incomodada foi o modo em que o sobrenatural é apresentado. Não é um spoiler dizer que a Suze vai fazer tentar mandar um fantasma para o seu verdadeiro lugar: céu, inferno, purgatório... O que seja.

Por ser uma fã do seriado Supernatural sei como se manda uma alma para o seu lugar: queimando seus ossos. Mas a Suzannah prefere outros meios, como um exorcismo não católico romano. Como, por exemplo, o nosso vodu ou macumba mesmo.

A leitura do livro é leve, apesar do tema ser o além. E as personagens são legais, principalmente os secundários, como os meio-irmãos da Suzannah que são apelidados por nomes de alguns dos sete anões.

O final foi meio óbvio demais, pois ainda estava pensando em como se livrar do vilão e pronto, já acabou.

O bom do livro é que a protagonista não é uma garota dramática, enrolada, submissa e chatinha. É uma boa leitura para quem quer passar uma tarde lendo uma obra que tenha humor, um pouco de ação e romance.