Resenha: Sangue Quente (Isaac Marion)

Título Original: Warm Bodies
Autores: Isaac Marion
Editora: Leya
 
Páginas: 256
Gênero: Ficção; Zumbis ♥
Classificação: 4/5

Sinopse: R é um jovem vivendo uma crise existencial - ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos. Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a "vida" de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro. Assustador, engraçado e surpreendentemente comovente, Sangue Quente fala sobre estar vivo, estando morto, e a tênue linha que os separa. 

Sangue Quente foi um daqueles livros que eu criei uma enorme expectativa. Não me recordo exatamente o que me fez querer tanto esse livro, mas fiquei mais de cinco meses querendo esse livro e quando finalmente consegui comprar e finalmente li essa estória devo admitir que não me arrependi.

R é um zumbi, mas ele é um pouco diferente dos outros milhares. Ele quer entender como aquele apocalipse zumbi surgiu e o que leva os zumbis comerem outras pessoas daquele jeito horrível. R também tenta relembrar sua vida antes da morte, quem era ele, o que fazia, qual era seu nome e por que ele só consegue lembrar-se da letra R.

Mas a situação muda quando R e um grupo de zumbis saem para a caça: achar humanos, comer o máximo possível e levar os restos para aqueles que não podem mais sair (crianças, mulheres, idosos).

Eles acabam atacando um grupo de jovens e o R pega como alimento o jovem Perry, o líder juvenil. Como R está sempre se questionando e pensando sobre sua nova fome, ele opta por comer também o cérebro da sua vítima, pois assim ela não voltará como zumbi e também por outro motivo, esse o qual eu já desconfiava: zumbis comem os cérebros das vítimas para poderem reviver as lembranças daquelas pessoas.

Achei isso genial. Sempre achei que zumbis eram mais do que pessoas que voltaram dos mortos, que ficam andando lentamente de um lado para o outro, fazendo barulhos estranhos e querendo comer pessoas.

Eles querem comer pessoas, mas eles também querem relembrar o que é ser humano. Sei que reclamos muito, porque vivemos num mundo de merda, mas se imagine não se lembrar de nada: amor, alegria, seu nome, sua família, o que é ler um bom livro ou dar uma risada.

O Isaac retratou um mundo zumbi o qual eu sempre imaginei, algo mais poético e menos só sangue e tiros na cabeça.

Ler esse livro foi uma experiência ótima, pois o autor conseguiu criar um protagonista único. Além de ser um zumbi, R é alguém que ainda quer mudar, independente do que tenha acontecido com sua pessoa. Claro que alguns momentos eu ficava um pouco confusa, pois R refletia e entrava mais em conflito do que um senhor de 80 anos, isso realmente foi estranho para um zumbi, mas ele também era superprotetor, sabia fazer umas gracinhas quando era a hora certa, colecionava muito coisa legal e era fã de música, seus LPs foram uma surpresa agradável.

Sobre o romance improvável entre zumbi e humana eu fiquei meio que indiferente. Não estava torcendo para Julie e R, mesmo a personagem sendo forte e legal, eu estava tão conectada com o R que eu só queria que ele se desse bem, independente do que acontecesse no livro.

Achei o final agradável, pois nem sempre acho que devemos ter tudo mastigado. Ler não é alimentar a imaginação? Gosto de quando eu posso escolher o final para determinada estória e foi isso que fiz, mesmo sabendo que o Isaac vai fazer uma continuação.

Eu indico esse livro para pessoas que gostam de zumbis e que abracem a ideia de novas versões para criaturas que já existem. Se teve gente que gostou de vampiros que brilham por que não um zumbi que pensa?

Agora sobre a parte “estética”, agradeço a Leya por não tentar fazer uma capa nova para o livro, já que o mesmo ganhou uma versão cinematográfica, na qual eu tenho que assistir. 

21 comentários:

  1. Oi Carol!
    Não venho aqui faz tempo, estava meio sumida da blogsfera, mas enfim.
    Nunca li esse livro e nem nada relacionado ao assunto, mas adorei a história, achei bem diferente! Fiquei realmente com vontade de ler! <3

    E dei uma olhada nos posts que perdi aqui, amei seus vídeos! Me inscrevi no seu canal já, é muito fofo! E adorei seu projeto do Document Your Life, deu até vontade de fazer também! É lindo <3

    Beijos!
    www.officialgabi.com

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    1. Oi, Gabi!
      Vdd, você estava bem sumidinha, estava com sdds do seus posts maravilhosos, mas que bom que você voltou! (: Eu achei esse livro muito bom, acho que o principal é ter a cabeça aberta para essa estória.

      E obrigada por se inscrever no meu canal <3

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  2. Adorei a resenha e super fiquei com vontade de ler!
    Amei seu blog e to seguindo :D

    Doce Charme Blog

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  3. Eu tenho esse livro na minha wishlist há um tempão, mas confesso que mesmo gostando de zumbis, queria uma história que fosse menos poética, por isso tenho medo do livro não me agradar. Mas enfim, quem sabe eu encontre dele aqui na bienal por um precinho bom e acabe comprando e me surpreendendo?

    Beijos,
    biblioteca-de-resenhas.blogspot.com.br

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    1. Se você quer só sangue e tiros, melhor nem comprar o livro. Claro que o R é um zumbi e precisa se alimentar, mas esse livro é sobre mudanças e o estilo Walking dead passa longe HAUAHUA

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  4. O que dizer? Eu ainda estou desconfortável em relação a esse livro, mesmo ter lido uma resenha muito boa como essa e mesmo que quem escreveu foi um homem e não uma mulher (nada contra, mas... é isso kkk).
    E mesmo eu gostando de vampiros, ve-los brilhando foi demais para mim kkk. Então encarar a ideia de zumbi pensando esta sendo difícil, mesmo eu não tento tanta simpatia assim por essas criaturas.
    Acho que vou encarar em assistir a versão cinematografia do livro, quem sabe não faz eu mudar de ideia.

    *--*

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    1. Assista o filme (preciso assisti), esse foi um livro mais para se divertir. Por exemplo, no livro Zumbis vs Unicórnios, os autores criaram mundos novos para essas criaturas e acho isso muito legal. Acho que repaginar algumas coisas é válido. Esse livro funcionou comigo, pois só ver os zumbis comendo e andando sem direção era legal, mas imaginar que eles não querem aquilo, foi ótimo.

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  5. Ei, eu realmente me interessei pelo livro a partir do seu comentário, é uma história diferentes, afinal, nos outros livros e filmes, zumbis são apenas mortos-vivos que querem comer gente, mas esse é diferente, afinal tem pensamentos, etc. Eu gostei muito do seu comentário, me interessei pelo livro.
    Meu blogs é novo, podes passar lá qualquer hora?
    alternativeyeah.blogspot.com
    Beijo!

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    1. Obrigada, Rebeca.
      Esse foi o ponto positivo do Isaac, eu gostei muito desse caminho que ele resolveu tomar para a estória do R.

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  6. Ai que legal, esse livro parece ser muuuito bom, parece aquele tipo de livro que você começa a ler e não quer parar até chegar no final haha, então, deu vontade de ler!
    Suas resenhas são muito boas (:

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    1. Oi, Elisa! Aconteceu isso exatamente comigo, chegou certa parte do livro e eu não conseguia para de ler. Cheguei ao ponto de fazer almoço e ler o livro ao mesmo tempo IHSAUIHSUI

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  7. Não é meu estilo de leitura, mas parece interessante, tenho um amiga que vai gostar de saber deste livro, se é que ela já não leu. Mas vou mandar a resenha pra ela. :D

    Beijinhos!!
    Meios Dias Gastos
    Facebook

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  8. Não pretendo ler esse livro, pois não gosto muito de leituras meio apocalípticas ou "zumbísticas", além de achar que zumbis não deveriam ter pensamentos ou sentimentos...
    sanduichedeassunto|blogspot

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  9. Poxa que legal, eu tô gostando da moda de zumbis, as séries que saíram são legais mas confesso que ainda não li nenhum livro.
    Também gostei da capa que a Leya escolheu, eles tem capas bonitas na editora né?

    beijos
    O Vitrô

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    1. Oi, Liz! Eu adoro zumbis, estou adorando eles em evidencia ultimamente <3
      A Leya, esteticamente, sempre manda muito bem. Sempre com diagramações e capas impecáveis!

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  10. Eu achei esse livro bom e só. Não achei que a construção do zumbi foi tão legal, eu não consegui sentir aquela empatia com o R. O romance também não foi legal, mas eu curti o enredo em si. Só.
    Realmente, a parte estética é de arrasar. <3

    Um beijo,
    Luara - Estante Vertical

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    1. Sangue Quente é aquele livro ame ou odeie. Isso meio que acontece quando alguém tenta repaginar algo, igual os vampiros brilhando, tem que que amou e o resto do mundo que achou um absurdo, isso é muito gosto e se você quer ACEITAR aquela proposta.

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  11. O livro parece ser tão interessante quanto o filme, gosto da história,acho que foge um pouco do clássico dos zumbis, gostei do post, mas o que acho do filme?
    http://thetimeb.blogspot.com.br/

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    1. Exatamente, o legal é que ele foge dos clássicos. Eu ainda não terminei de ver o filme, mas quando fizer posto uma resenha aqui (:

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