Resenha: A Bolsa Amarela (Lygia Bojunga)

Título Original: A Bolsa Amarela
Autores: Lygia Bojunga
Editora: Casa Lygia Bojunga
Páginas: 140
Gênero: infanto-Juvenil
Classificação: 3/5

Sinopse: A Bolsa é a história de uma menina que entra em conflito consigo mesma e com a família ao reprimir três grandes vontades (que ela esconde numa bolsa amarela ) - a vontade de crescer, a de ser garoto e a de se tornar escritora. A partir dessa revelação - por si mesma uma contestação à estrutura familiar tradicional em cujo meio "criança não tem vontade" - essa menina sensível e imaginativa nos conta o seu dia-a-dia, juntando o mundo real da família ao mundo criado por sua imaginação fértil e povoado de amigos secretos e fantasias. Ao mesmo tempo que se sucedem episódios reais e fantásticos, uma aventura espiritual se processa, e a menina segue rumo à sua afirmação como pessoa. 

Esse livro me conquistou pela aparência: pequeno, amarelo e com um ar de antigo, lembrando-me da minha infância repentinamente. Senti uma forte ligação ao colocar minhas mãos nessa obra infanto-juvenil, que só mais tarde fui descobrir que era de uma das mais renomadas autoras nacionais de livros infanto-juvenis.

A protagonista desse romance é Raquel, uma garota de 10 anos de idade que deixa muita protagonista de livro internacional e renomado no chinelo. Além de enfrentar os problemas típicos dessa faixa etário (como crianças podem ser o capeta quando cherem!), a garotinha se sente extremamente só, pois seus irmãos, no mínimo, são dez anos mais velhos. Ela entra em conflito com sua família, pois eles não entendem e reprimem o maior desejo da Rachel: seguir carreira literária. Desse grande anseio de desencadeia mais dois: o desejo de ter nascido menino e de crescer rapidamente e virar adulto logo.

Ao ganhar uma grande bolsa amarela, que foi rejeitada por sua irmã, Rachel passa a guardar no seu interior tudo que se passa na sua fértil imaginação, mesclando momentos reais com sua família e de fantasia com os seus mais diversos amigos, como um guarda-chuva e um galo que não gosta de comandar.

A autora consegue muito captar o universo das crianças e mesmo esse livro tendo sido escrito em 1976 me identifiquei em várias partes com a protagonista, principalmente na parte onde a Raquel queria ser menino e virar adulto, pois muitos pais acham que “criança não tem voz”. O livro me conquistou de uma forma nostálgica e deliciosa, quando percebi tinha devorado essa obra em apenas um dia.

Além de nos levar para um mundo repleto de imaginação que só uma criança de 10 anos pode nos proporcionar, A Bolsa Amarela nos faz refletir que devemos nos aceitar, mesmo que no momento pareça impossível.

9 comentários:

  1. Oi Carol,

    Para início de conversa não posso deixar de elogiar sua escrita, você escreve muito bem, é raro ver isso nos blogs. Sua resenha ficou muito profissional, de verdade!
    Nunca li nada da Ligya (não que me lembre, mas talvez li qdo mais nova e não recordo rs) a capa é bem linda e tem um ar meio antiguinho com uma ilustração bonita.
    A história me chamou muito a atenção, nunca esperava o desejo dela de se tornar menino, foi algo surpreendente para uma criança de 10 anos e me deu muita vontade de ler.

    O Vitrô

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    1. Oi, Liz!

      Muito obrigada pelo seu comentário, de verdade. Fico muito feliz quando recebe esse tipo de elogio, pois sempre faço minhas resenhas o melhor que posso, valeu! (:
      O fato dela querer ser menino também me surpreendeu, quando li fiquei meio "como assim?" hahah

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  2. ADOREI, ♥

    http://des-conversando.blogspot.com.br/

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  3. Ano passado tinha esse livro na biblioteca da minha escola, imagina o meu arrependimento por não ter lido agora! kkk

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    1. Ai, Raquel ): Ele é muito bom e vale a pena ler, mas não tem mais na biblioteca da sua escola?

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    2. Ainda tem sim, mas agora eu tô na faculdade e não posso mais emprestar. T.T
      Se bem que a tia da biblioteca é muito legal, acho que vale a pena tentar...

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  4. Estou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,
    reparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho,
    Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns,
    decerto que virei aqui mais vezes.
    Sou António Batalha.
    Que lhe deseja muitas felicidade e saúde em toda a sua casa.
    PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se o desejar
    siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.

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