Resenha: A Menina Que Roubava Livros (Markus Zusak)

Título Original: The Book Thief
Autor: Markus Zusak
Editora: Intrísica
Páginas: 480
Gênero: Romance
Classificação: 4/5


Sinopse: Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em "A Menina que Roubava Livros", livro há mais de um ano na lista dos mais vendidos do "The New York Times". Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido da sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, "O Manual do Coveiro". Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro de vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes.E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto a sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Mas só quem está ao seu lado sempre e testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhecê-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.

A Morte resolveu contar uma história, mas eu tive que a reencontrar um tempo depois para então ler o que ela tanto queria compartilhar.

Essa foi a segunda vez que li A Menina Que Roubava Livros, na primeira tentativa de leitura deixei o livro de lado após ler 80 páginas.

Passados dezoito meses decidi que era a hora de parar e ler a história de Liesel Meminger e tentar descobrir o porquê da Morte ter se interessado tanto por essa menina magricela.

A história se passa na época do Holocausto, entre os anos de 1939 e 1943. Liesel e a Morte se encontraram quatro vezes, sendo que 3 vezes a garota saiu viva.

A garota ossuda desde cedo teve que achar maneiras de continuar a viver. Liesel presenciou a morte de Werner, seu irmão mais novo que faleceu em um velho trem com destino a Munique. Após essa tragédia a menina ainda foi deixada pela mãe para que fosse criada por dois estranhos: Rosa e Hans Hubermann, uma dona de casa que tinha a habilidade peculiar de irritar quase todas as pessoas que conhecia e um pintor desempregado que adora enrolar cigarros e tocar acordeão.

O desenrolar da história não tem muita ação, na verdade até uma boa parte do livro vamos conhecendo o cotidiano da Liesel, nem mesmo os roubos dos livros da garota me deixavam apreensiva, algo que me decepcionou um pouco. 

A história foi passando e eu percebi que não estava presa no enredo, a Segunda Guerra Mundial, a época do Nazismo, a pobreza e a dificuldade que os pobres da Alemanha estavam sofrendo, mas sim com as personagens.

Não é um spoiler dizer que esse romance acabou com mortes, pois isso é algo que a Morte deixa claro logo no começo. E quando o final chegou e a hora das despedidas estava ao meu lado, percebi o quanto eu estava ligada com aquelas pessoas. Não cheguei a chorar, mas senti muito aquele final. Não queria que aquelas pessoas tivessem sido levadas pela Morte e entrei naquela fase de "Por quê? Por quê?".

O desfecho da história me mostrou como Markus é um bom escritor e como aquele final me fez "esquecer" aquele começo monótomo e me fez entender o motivo de tantas pessoas gostarem tanto desse livro.

Admito que não é um livro fácil, mas sim uma obra que precisa ser dirigida aos poucos e sinto que fiz a decisão certa de não ter abandonado de vez essa história, pois foi algo inspirador e ler sobre uma menina que ama tanto as palavras é fantástico.

Ps.: A ideia de ter um livro dentro de um livro foi bem legal. Aquelas histórias do Max eram fofas demais, tanto que já as reli quatro vezes.

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