Melhores Livros Lidos em 2013 ♥


É galera, o comercial sempre ~ridículo~~ da Rede Globo com os seus artistas cantando aquela música nada chatinha e chiclete está no ar e isso quer dizer que mais um ano está chegando ao seu fim.

E com isso resolvi fazer uma listinha (AMO listas <3) dos 10 melhores livros que li em 2013. Nesse ano bati o meu recorde e li 41 livros, AEAE! Não foi uma escolha fácil, foram muitos livros maravilhosos e eu tentei ao máximo não roubar e listar 11, 12 ou 19 melhores livros que li esse ano. HIUHASIUHAI

Enfim, chega de enrolar e vamos a lista. Lembrando que isso vai ser como um saudoso Top Top MTV (mostrarei da 10ª posição até a 1ª).


O Oceano no Fim do Caminho: Meu primeiro livro do Neil Gaiman. Eu já o admirava DEMAIS porque ele escreveu alguns episódios maravilhosos de Doctor Who, minha série favorita, então existia aquela expectativa gigantesca e eu realmente adorei esse livro e como o Neil consegue mexer com a nossa imaginação.

Quem é Você, Alasca?: Ai, ai, senhor John Green. Ele é meu autor favorito YA e ler esse seu primeiro romance foi magnífico. O livro me pegou de uma forma pesada, ao ponto de eu sonhar com as personagens e me questionar o porquê daquilo ter acontecido.

V de Vingança: O filme é incrível, mas o livro consegue ser mil vezes melhor. Um dos melhores quadrinhos que já tive o prazer de ler! Simplesmente sensacional!


Todo Dia: Li um livro do David com parceria do John Green e adorei a forma de como o David escrevia, por isso resolvi comprar Todo Dia e me surpreendi. A ideia principal do livro é simples, mas sua escrita é maravilhosa e ele me fez chorar, suspirar e reclamar como aquele mundo do livro era injusto.

A Menina Que Roubava Livros: Finalmente consegui ler esse livro do Markus Zusak. Foi minha segunda tentativa e nessa vez consegui ver a beleza que existe nessa obra. Não vejo à hora de ver a adaptação cinematográfica para esse que é um dos melhores livros que li na minha vida até agora.

Legend: Um ano cheio de distopias na minha estante e Legend se destacou porque a autora, Marie Lu, optou por fazer uma estória com os dois pontos de vista de uma sociedade. Adorei, adorei e não vejo a hora de ler a continuação. <3


A Seleção: Depois que deixei de ser criança, esqueci das princesas e tudo mais. Porém, com esse livro da Kiera Cass meu encanto pelas princesas voltou totalmente e eu fiquei encantada a cada página. Eu tenho certo problema em quase nunca gostar das protagonistas de livros, mas a America é perfeita, decidida e ainda é ruiva, MUITO AMOR!

Divergente: Veronica Roth é a responsável pela minha trilogia favorita! E tirando Harry Potter (que não conta, pois é totalmente maravihoso), minha série de livros favorita é Divergente. Esse é mais um caso de livro que eu amei a protagonista. E vai ter filme, AI MEU DEEEEUS! *-*

Insurgente: Eu costumo não gostar tanto assim do segundo livro de uma série, mas com Insurgente foi diferente, tanto que ela está em segundo lugar na lista. Essa série mexe tanto comigo, vocês não tem noção de quanto eu amo essa série e de como Insurgente foi maravilhoso!


A Culpa é das Estrelas: Não poderia ser diferente, meu número um tinha que ser esse livro. Onze meses depois, eu ainda não sei colocar em palavras o quanto esse livro é lindo, maravilhoso, bem escrito e importante para mim. Só sei que é um livro que eu pretendo reler várias vezes e que eu vou surtar quando for assistir ao filme.

Essa foi minha lista dos 10 melhores livros que li nesse ano de 2013! Vocês leram algum desses livros? Qual é o seu top 10?



Resenha: Quem é você, Alasca? (John Green)

Título Original: Looking for Alaska
Autor: John Green
Editora: WMF Martins Fontes
Páginas: 229
Gênero: YA
Classificação: 4/5

Sinopse: Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao "Grande Talvez".





Existem tipos de livros que com o decorrer da estória você acaba percebendo o quanto ele é muito bom, mas ao mesmo tempo você não consegue achar “perfeito”. O livro é profundo e acaba te fazendo refletir uns bons minutos, porém, você não consegue dar 5/5 estrelas.

“Quem é você, Alasca?” foi um livro que mexeu comigo sem ao menos eu perceber. Essa obra me balançou tanto que acabei sonhando com a estória que John criou. Vi em minha frente a misteriosa Alasca e os simpáticos nerds Gordo e Coronel, e senti as mesmas sensações que os dois garotos e a maior parte do meu sonho eu me perguntava: Por quê?

Não posso revelar o que aconteceu no livro que me fez sentir tanto (não na hora da leitura, nem mesmo quando eu a terminei, mas sim horas depois em uma noite de sono), pois isso seria um spoiler cruel. O livro é dividido em duas partes: o antes e o depois. Na primeira parte conhecemos as personagens naquela combinação já conhecida do John Green: dois amigos nerds divertidos e simpáticos e uma garota inteligente e impossível de não se admirar.

Miles, ou Gordo, é o narrador desse livro, mas a protagonista desse livro é Alasca, uma garota bonita, inteligente e também profundamente misteriosa e que vive em uma montanha russa de emoções. A tradução do livro foi bem esperta, pois em vários momentos eu me perguntei quem era aquela menina tão enigmática e por algumas páginas eu queria saber mais sobre ela, enquanto em outras eu só queria que ela parasse de ser uma vaca.

John Green conseguiu escrever maravilhosamente bem sobre um assunto antigo, mas ainda muito difícil para alguns de nós. O livro não é perfeito, na segunda parte do livro, o triste “depois” as personagens se tornam um pouco chatas, mas era algo de se imaginar que s acontecesse após os acontecimentos do “antes”.

“Quem é você, Alasca?” é o quarto livro que li do senhor Green, ele não é o meu favorito, mas foi o livro que me fez pensar muito e que ainda me faz pensar. Enquanto escrevo essa resenha continuo me perguntando “Por quê?”.

Esse é um livro divertido, cheio de últimas palavras, trotes e momentos que podem transformar a vida de um adolescente... Não, de uma pessoa, independente da sua idade.

Enquanto preparava o “roteiro” dessa resenha me peguei pensando que deveria ter falado mais sobre o Miles e sua mania por últimas palavras, algo que é morbidamente interessante e fascinante, mas achei essa simbologia tão linda, que decidi que cada um que ler esse livro deve refletir sobre últimas palavras do modo que quiser.

No livro uma questão é enfatizada diversas vezes e eu termino essa resenha perguntando há quem um dia ler esse livro, ou não:

“Como saímos desse labirinto?”

Resenha: Insurgente (Veronica Roth)

Título Original: Insurgent (Divergent #2)
Autor: Veronica Roth
Editora: Rocco
Páginas: 512
Gênero: Distopia
Classificação: 5/5

Sinopse: Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama - e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor. 






Não leu o primeiro livro? Acho melhor não ler essa resenha, combinado?!

Sabe aquele sentimento que acontece quando você pega o segundo livro de uma saga e torce muito que ele seja tão bom ou melhor que o primeiro? Eu estava bem apreensiva quando comprei Insurgente, pois achei Divergente tão bom que achava pouco provável a Veronica escrever um livro melhor que o primeiro. Estava tão errada, pois esse segundo livro mostrou o quanto a Veronica consegue se superar e como Divergente, no momento, é a minha saga favorita, depois de Harry Potter, claro.

Insurgente começou exatamente onde o primeiro livro terminou, por isso demorei de duas a três páginas para relembrar o que tinha acontecido na reta final de Divergente, mas rapidamente peguei o ritmo do livro e logo consegui sentir a tensão que existia nesse segundo livro.

Nessa continuação a facção Amizade tem um papel principal, já que é para lá que Tris, Caleb, Marcus e Four se refugam após o ataque que aconteceu no final do primeiro livro. Se em Divergente aprendemos sobre a Audácia, em Insurgente aprendemos muito sobre como funciona a facção da Amizade e como eles chegam a um consenso quando se é preciso tomar decisões.

Ainda que existam as facções, se percebe que essa Chicago está em um clima de guerra e que chegou a hora de fazer alianças com aqueles que podem lhe oferecer mais vantagens. Além de que muitas situações fazem com que a nossa protagonista tenha que decidir se confiava ou não em pessoas, até então, indesejadas.

Falando sobre a Tris, ela foi uma personagem que mudou nesse segundo livro. Após tudo o que aconteceu em Divergente, agora Tris é mais insegura e humana, sempre remoendo o que as pessoas queridas fizeram para que ele sobrevivesse e o que ela teve que fazer para continuar viva. Tris não se importa mais com que os outros acham dela e por alguns momentos tudo que nossa protagonista é que aquela dor parasse de qualquer forma.

Ouvi algumas pessoas dizendo que a Tris estava chata e tudo mais, porém eu ficaria exatamente do mesmo jeito se tivesse que matar quem ela matou. Tris é uma protagonista humana, diferente dessas cheias de mimimi que estamos cansados de ver em diversos livros meia-boca.

O relacionamento dela com o Four também mudou, ficou mais madura e parece menos corrida, como em Divergente. O namoro deles ao meio desse meio universo é cheio de desejos, indecisões e questões que ambos preferem não contar ao outro. Four também tem um espaço especial nesse livro, onde o passado volta a tona e ele tem que conviver com isso.

Veronica responde muitas perguntas que deixou no primeiro livro, como vivem as outras facções e como elas pensam e vêem as outras, além de como vivem de verdade os sem facções (que tem grande importância nesse livro).

Eu realmente adorei tudo o que aconteceu nesse livro, os momentos de briga da Tris com o Four, do desespero dele ao ver como sua namorada estava reagindo com tudo aquilo que estava acontecendo, como não enxergamos de verdade como são as pessoas. Mas nada foi ta incrível como o final! Eu estava tão fascinada por aquela Chicago que não parei para pensar sobre o que existia ao redor.

Eu só espero que Allegiant chegue logo ao Brasil porque depois de todo esse rolo de PDF que saiu do livro antes da hora e dos spoilers que estou fugindo estão me deixando cada vez mais ansiosa.

Me sinto péssima em fazer resenhas de livros que adoro, pois sinto que não sou parcial e quero que todos leiam para alguém ter assunto comigo. Enfim, a Rocco fez um papel maravilhoso com a diagramação, não me lembro de ter visto um erro absurdo e a capa é simplesmente linda!